Ibovespa fecha acima dos 116 mil pontos e zera perdas de 2020
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, fechou esta terça-feira, 15, com avanço de 1,34%, aos 116.148 pontos. O valor está acima dos 115.645 pontos do último pregão de 2019 e representa a reversão das perdas no mercado acionário nacional após o fosso cavado pela pandemia do novo coronavírus. O Ibovespa alcançou o pico de 119.527 em 23 de janeiro, e bateu o fundo do poço no dia 23 de março ao retrair para 63.569 pontos. Os negócios brasileiros seguiram a euforia dos mercados globais com a previsão de início da vacinação contra o Covid-19 em diversos países e pelas expectativas de aprovação do pacote de ajuda fiscal na casa dos US$ 900 bilhões pelo Congresso norte-americano. No noticiário doméstico, investidores repercutiram a sinalização do Banco Central (BC) de possível alta da taxa básica de juros no próximo ano. Na semana passada, o Comitê de Políticas Monetárias (Copom) manteve a Selic em 2% ao ano, o menor patamar da história. Este cenário fez o dólar fechar o dia em queda de 0,66%, a R$ 5,088. A divisa chegou a mínima R$ 5,079, enquanto na máxima não ultrapassou os R$ 5,123. Na véspera, o dólar fechou com avanço de 1,52%, cotado a R$ 5,122.
Os investidores ainda analisam o início da imunização contra o novo coronavírus nos EUA, o país com maior número de mortes pela pandemia, e quais os reflexos da vacinação na recuperação da principal economia do mundo. Ainda nos Estados Unidos, o Congresso deve anunciar nas próximas horas o acordo para a liberação de mais de US$ 900 bilhões de ajuda para enfrentar os efeitos da Covid-19. O acordo deve ser assinado por Democratas e Republicanos após semanas de expectativas e recuos nas negociações. No cenário local, investidores repercutiram os recados que o Banco Central passou com a divulgação da ata da última reunião do Copom, que manteve a taxa básica de juros da economia brasileira a 2% ao ano. Os técnicos da autoridade monetária não indicaram a permanência do foward guidance — a estratégia de não subir os juros — caso os índices inflacionários permaneçam sob controle. “A manutenção desse cenário de convergência da inflação sugere que, em breve, as condições para a manutenção do forward guidance podem não mais ser satisfeitas, o que não implica mecanicamente uma elevação da taxa de juros pois a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo extraordinariamente elevado frente às incertezas quanto à evolução da atividade.”
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