Lula diz que mercado transforma pessoas com dívida baixa em ‘clandestinos’
O presidente Lula (PT), afirmou, durante o lançamento do Novo Desenrola Brasil nesta segunda-feira (4), que as entidades financeiras tratam cidadãos com dívidas de até R$ 200 como “clandestinos” ao negativarem os nomes deles na praça. De acordo com o presidente, isso faz com que essas pessoas recorram à agiotagem.
“Não é correto um cidadão estar com o nome sujo no Serasa por conta de uma dívida de R$ 100, R$ 150, R$ 200, não tem lógica isso. O mercado transforma esse cidadão em um clandestino porque ele não pode mais comprar nada, não pode mais ter conta em banco Ele vira um freguês na bandidagem e da agiotagem”, declarou o presidente, durante solenidade de assinatura da MP do Novo Desenrola.
Durante o lançamento do programa, Lula afirmou que é importante que a população tenha a “capacidade de se endividar”, mas que é preciso chamar a atenção sobre a criação de dívidas sem ter condições de pagamento.
O presidente da República disse ainda que o governo vai fazer com que os negativados “voltem a respirar”. “É maravilhoso que a gente queira comprar uma coisa, mas é só importante a gente estar chamando a atenção para que as pessoas façam as suas dívidas e não percam de vista as suas condições de pagamento”, afirmou.
Novo Desenrola
Os endividados beneficiados terão desconto de 30% a 90% no valor da dívida, poderão sacar até 20% no saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e terão juros de, no máximo, 1,99%.
O presidente Lula havia adiantado detalhes do programa em um pronunciamento na véspera do Dia do Trabalhador. Segundo ele, o programa poderá ser utilizado para a negociação de dívidas de cartões de crédito, cheque especial e pessoal, rotativo e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Bets
No discurso desta segunda, Lula voltou a frisar que quem for beneficiário do programa não poderá ter acesso a plataformas de apostas online por um ano. “Vamos fazer tudo isso com Fundo Garantidor, mas vocês não podem jogar em bet”, declarou.
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