Presidente da Fifa polemiza e rebate críticos da Copa do Mundo bienal
Presidente da Fifa, Gianni Infantino segue fazendo excursões com a missão de convencer delegações e autoridades de que a Copa do Mundo a cada dois anos é uma boa iniciativa para a comunidade do futebol. Nesta sexta-feira, durante discurso para 54 dirigentes de federações africanas, no Egito, o mandatário polemizou, disparando contra quem é crítico do Mundial bienal. “Acontece em todos os setores da vida, quando há reformas e mudanças, aqueles que estão no topo não querem que nada mude”, discursou o suíço no Cairo, capital do Egito. “Eles temem, talvez, que se algo mudar sua posição de liderança estará em risco”, completou.
Uefa e Conmebol, responsáveis por gerir o futebol na Europa e na América do Sul, respectivamente, já se manifestaram contra a ideia de reduzir a distância entre as competições de quatro para dois anos. Ainda assim Infantino se mantém irredutível na ideia da mudança, com discurso de que seria “mais justo”. Atualmente, apenas seleções da Europa e da América do Sul englobam o Top 10 do ranking de seleções, com Bélgica em primeiro e Brasil e Argentina em segundo e quinto, respectivamente. Os representantes do dois continentes formaram as 21 decisões da Copa do Mundo.
“Compreendemos isso, os parabenizamos e aplaudimos por terem tido tanto sucesso em chegar ao topo”, disse Infantino. “Isso é fantástico e eles são um exemplo para todos. Mas, ao mesmo tempo, não podemos fechar a porta para os outros”, acrescentou o presidente da Fifa, que sonha ver representantes de outros continentes conseguindo a façanha. Segundo o mandatário, a ideia da Copa a cada dois anos é ajudar outras regiões a se desenvolverem e diminuírem essa diferença, dando às nações mais chances de se classificarem e, aos jogadores, mais oportunidades de atuarem no maior palco do futebol mundial.
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