Novos depoimentos indicam que Daniel não tentou estupro antes de ser assassinado
Edison Brittes Junior disse à polícia que matou Daniel, ex-São Paulo, porque o jogador tentou estuprar a mulher dele, Cristiana. Mas está cada vez mais difícil comprovar essa história. Novos depoimentos de testemunhas indicam que isso não aconteceu.
Um dos depoimentos foi feito por uma jovem que teria “ficado” com Daniel na balada Shed, na mesma noite do assassinato. Eles foram juntos para a festa na casa da família Brittes. A jovem disse à polícia que não ouviu qualquer grito de socorro por parte de Cristiana. E mesmo depois das agressões de Edison, não houve qualquer relato de abuso sexual ou estupro, segundo a testemunha.
Outro depoimento foi feito por uma testemunha que fugiu da casa da família Brittes. Essa pessoa também disse à polícia que não houve pedido de socorro. A advogada Caroline Bruning relatou à Rádio Banda B o que foi visto pela testemunha: “O Edison tentou abrir a porta que dá acesso da garagem para a sala e essa estava fechada. Aí ele foi pela janela e começou a gritar ‘meu Deus, essa é minha mulher, o que é isso, cara? O que você está fazendo’, entre alguns palavrões”.
Antes destes depoimentos, outras testemunhas tinham feito relatos semelhantes. Até o primo de Cristiana, Eduardo, disse que ela não acusou o estupro imediatamente. Ele contou que, na verdade, ela só lhe chamou porque não queria que Edison matasse Daniel.
Eduardo e mais 5 pessoas estão presas por causa da morte do Daniel. Edison é assassino confesso. A esposa dele, Cristiana, e a filha, Allana, também serão indiciadas por participação no homicídio qualificado. Já Eduardo, Ygor King e David da Silva participaram das agressões e ainda serão enquadrados no crime. A investigação não está concluída e existe a possibilidade de mais pessoas serem presas.
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