Fonseca x Djokovic: sensação brasileira faz maior jogo da carreira contra seu ídolo
A terceira rodada de Roland Garros vai proporcionar a João Fonseca o maior confronto de sua carreira. Ainda em busca de se consolidar como o tenista que suas qualidades técnicas indicam ser capaz de se tornar, o carioca de 19 anos enfrenta no saibro francês, não antes das 10h30, o sérvio Novak Djokovic, maior vencedor de Grandes Slams, com 24 títulos, e fã declarado do tênis do jovem brasileiro.
“Sempre falava para o meu técnico que queria cair na chave do Djokovic. Eu sei que isso não vai durar muito tempo, então queria viver essa experiência. Para mim, é um grande prazer. Estou na terceira rodada de Roland Garros, isso já é um sonho. Vou aproveitar cada momento jogando contra um ídolo”, disse Fonseca.
Foram muitas as oportunidades em que a lenda de 39 anos falou sobre o brasileiro de quem é ídolo. “Meu plano depois da aposentadoria é treinar o Fonseca. Vou cobrar muito caro, então ele que se prepare”, brincou durante o US Open do ano passado.
Conter as expectativas colocadas sobre o garoto também fez parte do repertório do sérvio, que vê desequilíbrio na forma como tratam o brasileiro em comparação a outros talentos de pouca idade, como o americano Learner Tien e o checo Jakub Mensic, ambos de 20 anos.
“Tien, Fonseca e Mensik são a próxima geração. Fonseca recebe muitos holofotes, muita atenção, mas Mensik e Tien também merecem, pelos resultados que já conquistaram e por tudo que têm mostrado no circuito, especialmente nestes últimos 12 meses”, disse em março deste ano.
A empolgação que se criou em torno de Fonseca fica bastante clara quando observada a euforia causada por ele nas arquibancadas, algo que Djokovic espera ter que enfrentar mesmo sendo a maior estrela em quadra. “Ele tem um enorme apoio brasileiro em qualquer lugar onde joga. Acho que é um jogador de grandes palcos, que realmente gosta dessas ocasiões.”
No duelo desta sexta-feira, o carioca terá a chance de ser o primeiro brasileiro a vencer o sérvio. Quem teve mais chances de fazer isso foi Thomaz Bellucci, eliminado seis vezes por Djokovic entre 2010 e 2015. Uma dessas eliminações foi nas semifinais do Masters 1000 de Madri de 2011, na qual o paulista sofreu a virada após vencer o primeiro set, em momento marcante do tênis brasileiro.
Fonseca também terá a chance de melhorar seu número contra tenistas top 10. Até agora, ele só derrotou Andrey Rublev, então número 9 do mundo, no Australian Open de 2025. No Mesmo ano, perdeu para Taylor Fritz e Jack Draper – apenas o segundo continua entre os dez melhores.
Em 2026, já consolidado no circuito, o brasileiro cruzou alguns principais nomes do tênis mundial e sai de quadra derrotado. Seu jogo de maior brilho foi contra Jannik Sinner, pois, apesar da derrota, deu muito trabalho para o tenista italiano, não à toa os sets foram decididos no tiebreak. Neste ano, também perdeu para Alexander Zverev e Carlos Alcaraz.
“Sempre falava para o meu técnico que queria cair na chave do Djokovic. Eu sei que isso não vai durar muito tempo, então queria viver essa experiência. Para mim, é um grande prazer. Estou na terceira rodada de Roland Garros, isso já é um sonho. Vou aproveitar cada momento jogando contra um ídolo”, disse Fonseca.
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