Fórmula 1 bate recorde e atinge 10 casos de Covid-19 após GP da Rússia
A Fórmula 1 registrou dez casos de Covid-19 após os 1.822 testes realizados entre os dias 25 de setembro e 1º de outubro, período em que foi disputado o GP da Rússia, onde pela primeira vez foi permitida a entrada de público no circuito de Sochi, com cerca de 30 mil espectadores. Apesar da coincidência, os organizadores da principal categoria do automobilismo não consideram que a presença de público tenha causado o maior número de casos positivos em uma única semana desde que a F1 começou a conduzir os testes para dar início à temporada 2020, ainda em julho, na Áustria.
“Aqueles com teste positivo eram auxiliares do circuito. Esses casos foram gerenciados de forma rápida e eficaz sem impactar o evento. A presença de fãs não tem relação com a situação, pois o público não foi autorizado a entrar na bolha da F1 conforme nosso protocolo em vigor. A FIA e a Fórmula 1 estão fornecendo essas informações agregadas para fins de integridade e transparência da concorrência. Nenhum detalhe específico sobre equipes ou indivíduos será fornecido pela FIA ou Fórmula 1 e os resultados serão divulgados a cada 7 dias”, informou o comunicado. Com os casos na Rússia, chega-se a um total de 17 infectados em duas semanas, já que a F1 havia confirmado sete novos casos após 3.256 testes entre os dias 18 e 24 de setembro. Desde julho, foram feitos cerca de 50 mil testes, com 26 casos positivos.
Opinião não compartilhada pelo francês Romain Grosjean. Segundo o piloto, pessoas de fora do meio da Fórmula 1 teriam furado a bolha no hotel em Sochi e entraram em contato com pilotos e funcionários das equipes. “Eu provavelmente não deveria dizer isso e vou ser repreendido, mas é a primeira vez que não me senti seguro em um hotel. Na Rússia, usar máscara não é obrigatório. Garçons usam, mas não cobrem o nariz. Há muitos fãs no hotel, então às vezes nos vemos dividindo um elevador com pessoas de fora da bolha da F-1. Isso não é algo que me faça sentir confortável. Não tenho medo de contrair o vírus pela minha saúde, mas não quero ser infectado porque não poderia pilotar, ou seja, não poderia fazer o meu trabalho. Não estou satisfeito com as medidas de segurança implementadas no hotel”, afirmou o piloto da equipe Haas.
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*Com informações do Estadão Conteúdo
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