Hamilton quebra silêncio após polêmica em Abu Dhabi e diz que não pensou em deixar a Fórmula 1
Lewis Hamilton concedeu, na manhã desta sexta-feira, 18, sua primeira entrevista coletiva desde 12 de dezembro do ano passado, quando perdeu o título do Mundial de Pilotos da Fórmula 1 para Max Verstappen, da Red Bull, na última volta do GP de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Apesar da revolta com as decisões da FIA tomadas naquela corrida e os rumores de que deixaria a principal categoria do automobilismo, o britânico garantiu que não pensou na aposentadoria. “Eu nunca disse que deixaria a Fórmula 1. Adoro fazer o que faço e é um privilégio trabalhar com esse grande grupo de pessoas. Eu me sinto como parte de uma família. Não há nada como isso”, disse o piloto, hexacampeão mundial, durante a apresentação do modelo W13, o carro que a Mercedes utilizará na nova temporada.
Ainda assim, Hamilton reconheceu que ficou abalado com a forma como foi derrotado. Em Abu Dabi, o inglês chegou empatado em pontos com Verstappen e liderou boa parte da corrida, mas foi ultrapassado na última volta após decisões polêmicas da direção de prova, que não seguiu o regulamento para a gestão do “safety car” (carro de segurança). “Foi um momento difícil para mim e um momento em que precisei dar um passo para trás e me concentrar no presente. Eu tive minha família ao meu redor e criei ótimas lembranças nesse período, mas acabei chegando a um ponto em que decidi que atacaria novamente, começando outra temporada e trabalhando com Toto (Wolff) e George (Russel)”, ressaltou o piloto, ao lado do chefe da Mercedes e do novo colega de equipe, que substitui o finlandês Valtteri Bottas.
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Totto Wolf, por sua vez, afirmou que não temeu que o piloto se aposentasse e falou sobre a saída Michael Masi. “Isso não foi sobre o diretor de provas ou outra pessoa, era sobre Lewis fazer as pazes com a forma como a corrida terminou. Para ele, trata-se de justiça desportiva e não foi esse o caso, ele precisava de um tempo para refletir. Mas nunca fiquei preocupado. Temos uma equipe forte, então eu sabia que ele voltaria. Todos ficamos desiludidos porque Lewis era o melhor cara em pista e isso lhe tirado por um único indivíduo contra todas as regras, então digerir isso é muito difícil. Nunca vimos nada assim, então ele teve que se afastar, libertar sua mente e pensar em outra coisa”, comentou o chefe da Mercedes, que comandará a equipe pela primeira vez em 2022 no dia 20 de março com o GP do Bahrein, no circuito de Sakhir.
The return of the Silver Arrows. 🤍 Meet the Mercedes-AMG F1 W13 E Performance. 🤩 pic.twitter.com/NsuEBvbkbK
— Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team (@MercedesAMGF1) February 18, 2022
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