Natação brasileira busca recuperação em Tóquio-2020 com mescla entre jovens e experientes
A Olimpíada de 2016, realizada no Rio de Janeiro, foi frustrante para a natação brasileira, que ficou sem subir ao pódio nas disputas na piscina, algo que não acontecia desde Atenas-2004. Acostumado a conquistar medalhas com Gustavo Borges, Fernando Scherer, César Cielo e Thiago Pereira, o anfitrião Brasil só ficou entre os três melhores de uma prova nas águas abertas com Poliana Okimoto, que atingiu o feito de ser a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha em Jogos Olímpicos, dona do bronze na maratona 10km feminino. Desta vez, no entanto, a CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) espera um resultado mais animador em Tóquio-2020. Além de melhorar a participação na natação no quadro de medalhas, o objetivo é quebrar o recorde de finais olímpicas.
Até o momento, a natação brasileira soma 14 medalhas na história dos Jogos, sendo uma de ouro, quatro de prata e nove de bronze (confira abaixo o quadro de medalhistas). Para as provas de Tóquio-2020, que vão de 24 de julho a 1º de agosto, a CBDA aposta em um time mesclado, formado por 10 atletas experientes em Olimpíadas e mais 16 que vão estrear no principal evento esportivo global. “A convocação oficial é o último passo para o grande objetivo não só destes atletas, mas também de toda a comunidade aquática que estará na torcida e acompanhando diariamente todos os passos deles em Tóquio. Conseguimos fazer uma seleção experiente e ao mesmo tempo jovem, que nos dá perspectivas ótimas não só para 2021, como também para 2024. Tenho certeza de que o Brasil estará bem representado”, disse o presidente da instituição, Luiz Fernando Coelho, que quer buscar o recorde de sete finais olímpicas, obtido na última edição.
A esperança de medalhas, no entanto, está com os veteranos. Bruno Fratus, que vai para sua terceira olimpíada, é vice-campeão mundial dos 50m livre (2017 e 2019) e tentará fazer algo que somente César Cielo conseguiu: ganhar um ouro para o Brasil dentro das piscinas. Quem também aparece como favorita a subir ao pódio na capital japonesa é Ana Marcela Cunha, que vai disputar a prova de águas abertas – no Mundial de 2017, ela levou a medalha de bronze e, em 2019, foi quinta colocada. Em grande, a nadadora vem ficando entre as melhores na categorias nos últimos campeonato internacionais. “A seleção olímpica de natação está escalada e temos a satisfação de contar com 16 nadadores e 10 nadadoras, um recorde de participantes em Jogos Olímpicos no exterior. Temos acompanhado os treinamentos, estão todos muito focados nos objetivos e treinando muito forte. O time é bom e está se preparando com afinco para o grande desafio de representar bem o país do outro lado do mundo”, falou o chefe de equipe da natação, Renato Cordan
O Brasil também pode sonhar com medalha no revezamento 4x100m, onde será representado pelo quarteto Gabriel Santos, Pedro Spajari, Marcelo Chierighini e Breno Correia, em uma clara mistura entre jovens e veteranos. Nas provas de revezamento 4x100m medley e 4x200m, a natação brasileira também deve chegar às finais. Os experientes Leonardo de Deus (200m borboleta) e Guilherme Guido (100m costas), além de Guilherme Costa (400m) e Fernando Scheffer (200m livre) também brigam por fora por uma medalha. No feminino, as chances são mais remotas de medalha nas piscinas, mas as equipes de revezamentos 4x100m e 4x200m livre também não estão descartadas.
Confira as 14 medalhas da natação brasileira em Jogos:
Helsinque-1952: Tetsuo Okamoto – Bronze nos 1500m livre masculino
Roma-1960: Manuel dos Santos Júnior – Bronze nos 100m livre masculino
Moscou-1980: Djan Madruga, Cyro Delgado, Jorge Fernandes e Marcus Mattioli – Bronze nos 4x200m livre masculino
Los Angeles-1984: Ricardo Prado – Prata nos 400m medley masculino
Barcelona-1992: Gustavo Borges – Prata nos 100m livre masculino
Atlanta-1996: Gustavo Borges – Prata nos 200m livre masculino
Atlanta-1996: Gustavo Borges – Bronze nos 100m livre masculino
Atlanta-1996: Fernando Scherer – Bronze nos 50m livre masculino
Sydney-2000: Carlos Jayme, Edvaldo Valério, Fernando Scherer e Gustavo Borges – Bronze nos 4x100m livre masculino
Pequim-2008: César Cielo – Ouro nos 50m livre masculino
Pequim-2008: César Cielo – Bronze nos 100m livre masculino
Londres-2012: Thiago Pereira – Prata nos 400m medley masculino
Londres-2012: César Cielo – Bronze nos 100m livre masculino
Rio-2016: Poliana Okimoto – Bronze na maratona 10km feminino
Veja a lista de atletas e as respectivas provas:
Aline da Silva Rodrigues – Prova 4x200m Livre
Ana Carolina Vieira – Prova 4x100m Livre
Beatriz Pimentel Dizotti – Prova 1500m Livre
Breno Martins Correia – Provas 200m Livre, 4x100m Livre, 4x200m Livre
Bruno Giuseppe Fratus – Prova 50m Livre
Caio Rodrigues Pumputis – Provas 200m Medley, 100m Peito
Etiene Pires de Medeiros – Provas 50m Livre, 4x100m Livre
Felipe Ferreira Lima – Provas 100m Peito, 4x100m Medley, 4x100m MM
Fernando Muhlenberg Scheffer – Provas 200m Livre, 4x200m Livre
Gabriel da Silva Santos – Provas 100m Livre, 4x100m Livre
Gabrielle Gonçalves Roncatto – Prova 4x200m Livre
Giovanna Tomanik Diamante – Prova 4x100m Medley Misto
Guilherme Augusto Guido – Prova 100m Costas
Guilherme Dias Masse Basseto – Provas 100m Costas, 4x100m Medley, 4×100 MM
Guilherme Pereira da Costa – Provas 400m Livre, 800m Livre, 1500m Livre
Larissa Martins de Oliveira – Provas 4x100m Livre, 4x200m Livre, 4×100 MM
Leonardo Gomes de Deus – Prova 200m Borboleta
Luiz Altamir Lopes Melo – Prova 4x200m Livre
Marcelo Chieriguini – Prova 4x100m Livre
Matheus Ferreira de Moraes Gonche – Provas 100m Borboleta, 4×100 Medley
Murilo Setin Sartori – Prova 4x200m Livre
Nathalia Siqueira Almeida – Prova 4x200m Livre
Pedro Henrique Silva Spajari – Provas 100m Livre, 4x100m Livre
Stephanie Balduccini – Prova 4x100m Livre
Vinicius Moreira Lanza – Provas 200m Medley, 100m Borboleta
Viviane Eichelberger Jungblut – Prova 1500m Livre
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