Afegãs protestam pelo segundo dia consecutivo contra o Talibã e a violência de gênero
Afegãs protestam nesta sexta-feira, 3, contra o governo do Talibã, que assumiu o Afeganistão após saída das tropas norte-americanas, e contra a violência de gênero praticada pelo grupo extremista. Durante 1996 e 2001, quando o Talibã governou efetivamente o país, regime fundamentalista reprimiu principalmente as mulheres, que, entre outras restrições, não podiam usar vestidos ou maquiagem, eram impedidas de estudar, trabalhar ou sair às ruas sem uma presença masculina. A comunidade internacional acredita que muitos direitos relacionados ao trabalho, estudo e a liberdade de ir e vir conquistados por elas nas últimas duas décadas irão por água abaixo com a volta dos talibãs. O grupo, no entanto, diz que não haverá retrocessos.
Temendo que a preocupação se torne uma realidade, afegãs foram às ruas pelo segundo dia consecutivo pedindo espaço no governo talebã, educação, trabalho e liberdade. Segundo informações da EFE, na quinta-feira, 2, o protesto foi realizado em Herat, a maior cidade em população no oeste do Afeganistão. Nesta sexta-feira, os atos aconteceram na capital Cabul. “Um governo sem a presença de mulheres não vai durar e não será estável. Não aceitamos um governo sem a participação das mulheres e vamos nos opor a ele”, disse Basira Taheri, ativista pelos direitos das mulheres e organizadora do evento de quinta.
[jp-related-posts ids=”1152189,1152096,1151742″]
Assuntos
continue lendo
Mundo
Xi Jinping chega aos EUA para reunião com Trump: ‘Interesses profundamente entrelaçados’
O líder chinês foi recepcionado pelo presidente norte-americano ao desembarcar no país para a visita de três dias
- Delcy afirma na ONU que haverá eleições na Venezuela AFP · há 1 mês
- El Niño provocará até 451 mil mortes associadas ao calor; estima-se 13,3 mil no Brasil AFP · há 2 meses
- Harvey Weinstein é condenado a 15 anos de prisão por agressão sexual AFP · há 2 meses
- Em discurso na Assembleia Geral, Milei chama ONU de 'organização inútil' AFP · há 2 meses