Após incêndio, polícia de Paris proíbe “coletes amarelos” na região da Catedral
Os “coletes amarelos”, foram proibidos de fazer seu 23º protesto contra o governo francês nos arredores da Catedral de Notre-Dame, que foi atingida por um incêndio na última segunda-feira, 15. A polícia de Paris colocou uma proibição de manifestações para a Île de la Cité, região da Catedral, por questões de segurança.
A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, convocou a população a formar uma aliança dos franceses. “O período de reconstrução [de Notre-Dame] deve se tornar um momento de unidade”, disse a política socialista em um discurso marcado pela emoção.
Os protestos dos “coletes amarelos”, que acontecem há meses e que provocaram repetidos tumultos em Paris, revelaram a uma profunda divisão na sociedade francesa. As manifestações em massa também desencadearam a pior crise, até o momento, do mandato do presidente Emmanuel Macron, que há dez dias anunciou um pacote de redução de impostos, ainda não detalhado, para conter a insatisfação popular.
Uma cerimônia que aconteceu em frente ao prédio da prefeitura de Paris homenageou os 500 bombeiros que trabalharam para apagar o fogo na Notre-Dame.
No Palácio do Eliseu, o presidente Emmanuel Macron recebeu vários agentes, pessoal da Cruz Vermelha e da Defesa Civil. “Vocês nos deram um exemplo de como todos nós deveríamos ser.O mundo inteiro pôde assistir ao vivo na TV, com que esforço os salvadores evitaram que Notre-Dame desabasse na madrugada de terça-feira”, disse Macron na ocasião.
A causa do incêndio ainda não foi esclarecida. Os investigadores acreditam, no entanto, que trabalhos de restauração provocaram a catástrofe. Sobre relatos da mídia de que o fogo teria sido causado por um curto-circuito, a Promotoria Pública francesa comentou que “atualmente nenhuma hipótese é descartada”.
*Com Agência Brasil
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