Ataque à Venezuela segue lógica da ‘Doutrina Trump’, avalia professor
A prisão de Nicolás Maduro por forças norte-americanas representa a aplicação prática da “Doutrina Trump“, uma reedição da Doutrina Monroe adaptada ao cenário geopolítico de 2026. Segundo o professor de Relações Internacionais Danilo Porfírio, a ação não visa apenas a mudança de regime, mas a reafirmação da primazia dos Estados Unidos no continente americano frente à influência de Rússia e China.
O especialista destaca que o modus operandi da operação — uma incursão pontual para capturar um líder acusado de narcotráfico sem a necessidade de uma declaração formal de guerra pelo Senado — é quase idêntico à Operação Justa Causa, realizada no Panamá em 1989 para prender Manuel Noriega.
Recursos Energéticos e Transição Para Porfírio, a motivação central segue a tradição “jacksoniana” da política externa dos EUA: a manutenção do status de potência mundial através do controle direto de recursos estratégicos, especificamente o petróleo venezuelano. Ele ressalta que um cenário de caos prolongado não interessa a Washington, o que sugere que uma articulação para a transição de poder já está em curso.
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Desafios Institucionais:
Aparelhamento do Estado: O maior desafio para o pós-Maduro é o fato de o chavismo estar enraizado em todas as instituições. O Judiciário, a Assembleia e a Vice-Presidência permanecem ocupados por aliados do regime.
Papel da Oposição: A líder oposicionista e Prêmio Nobel, Maria Corina Machado, é apontada como a figura central para o processo de transição.
Composição de Forças: O professor acredita que a saída para a crise exigirá uma composição entre forças da situação e da oposição, caso prevaleça a razoabilidade política para evitar que o país fique à deriva.
*Com informações de Jornal da Manhã
*Reportagem produzida com auxílio de IA
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