Brasil vai sediar nova reunião entre governos de Venezuela e Guiana em 2024
Os governos da Venezuela e da Guiana voltarão a se reunir nos próximos três meses, ou “em outro momento acordado”, desta vez no Brasil, para tratar de “qualquer assunto com implicações” para Essequibo – um território de cerca de 160 mil quilômetros quadrados rico em petróleo e disputado por Caracas e Georgetown. A decisão foi tomada nesta quinta-feira, 14, em São Vicente e Granadinas, em uma primeira reunião entre as partes. O compromisso está contido em uma declaração conjunta, lida após a reunião no país insular entre os presidentes venezuelano, Nicolas Maduro, e guianense, Irfaan Ali. A reunião, inicialmente agendada para o primeiro trimestre do próximo ano, também vai abordar uma atualização a ser apresentada pela agora criada “comissão conjunta de ministros das Relações Exteriores e técnicos dos dois Estados”, a fim de “tratar de questões mutuamente acordadas”.
As partes também concordaram que o primeiro-ministro de São Vicente e Caribe e presidente rotativo da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), Ralph Gonsalves; o primeiro-ministro de Dominica e presidente da Comunidade do Caribe (Caricom), Roosevelt Skerrit; e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), “continuarão a tratar do assunto como interlocutores”. Por sua vez, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, atuará “como observador, com a concordância permanente” de Maduro e Ali. O documento enfatiza que, “para evitar dúvidas, o papel” de Gonsalves “continuará mesmo depois que São Vicente e Granadinas deixar” a presidência da Celac, e que Skerrit continuará como “membro da mesa” da Caricom.
Caracas e Georgetown concordaram em não se ameaçar mutuamente ou usar a força em nenhuma circunstância, incluindo aquelas “decorrentes de qualquer controvérsia”, como a disputa sobre Essequibo. Além disso, eles “cooperarão para evitar incidentes em campo que levem a tensões” e, caso isso ocorra, “vão se comunicar imediatamente entre si”, com a Caricom, com a Celac e com Lula para “conter, reverter e evitar que se repitam”. A controvérsia aumentou depois que a Venezuela aprovou a anexação de Essequibo – criando um estado chamado Guiana Essequiba – em um referendo unilateral no dia 3 de dezembro, e o governo de Maduro ordenou o estabelecimento de uma divisão militar perto da área disputada, além de uma autoridade para administrar a região.
[jp-related-posts ids=”1506924,1506583″]
*Com informações da EFE
Assuntos
continue lendo
Mundo
Delcy afirma na ONU que haverá eleições na Venezuela
As eleições de 2024, nas quais Nicolás Maduro se proclamou reeleito, foram denunciadas como fraudulentas pela oposição venezuelana
- Xi Jinping chega aos EUA para reunião com Trump: ‘Interesses profundamente entrelaçados’ AFP · há 14 horas
- El Niño provocará até 451 mil mortes associadas ao calor; estima-se 13,3 mil no Brasil AFP · há 20 horas
- Harvey Weinstein é condenado a 15 anos de prisão por agressão sexual AFP · há 22 horas
- Em discurso na Assembleia Geral, Milei chama ONU de ‘organização inútil’ AFP · há 24 horas