Casa Branca confirma que Trump analisou proposta do Irã para reabrir Ormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu-se nesta segunda-feira (27) com seus principais assessores de segurança para analisar uma proposta iraniana que, segundo relatos de meios de comunicação locais, reabriria o Estreito de Ormuz enquanto continuam as negociações sobre a guerra, informou a Casa Branca.
Ao ser questionada sobre o plano — que implicaria que tanto o Irã quanto os Estados Unidos levantassem seus bloqueios antes de continuar as conversas sobre o programa nuclear de Teerã —, a porta-voz Karoline Leavitt disse em uma coletiva na Casa Branca que “a proposta estava sendo discutida“.
“Só porque foi divulgado, confirmo que o presidente se reuniu com sua equipe de segurança nacional nesta manhã”, afirmou. Ela se recusou a dizer se Trump aceitaria a proposta.
Enquanto isso, o secretário de Estado, Marco Rubio, disse que a posição do Irã sobre o Estreito de Ormuz não atendia às exigências dos Estados Unidos. O estreito é uma rota marítima fundamental por onde normalmente passa cerca de um quinto do petróleo e do gás mundiais.
“Se o que querem dizer com abrir o estreito é: ‘sim, o estreito está aberto desde que você se coordene com o Irã e obtenha nossa permissão ou iremos explodir você e ainda nos pague’, isso não é abrir o estreito”, disse Rubio em entrevista à Fox News.
“Eles não podem normalizar — nem podemos tolerar que tentem normalizar — um sistema no qual os iranianos decidem quem pode usar uma via navegável internacional e quanto você tem que pagar para utilizá-la”, afirmou.
O veículo americano Axios havia informado anteriormente que Trump se reuniria com sua equipe de segurança nacional para analisar uma oferta do Irã sobre a reabertura do estreito e adiar as negociações nucleares para uma fase posterior.
A ABC News, citando dois funcionários americanos que falaram sob anonimato, informou, por sua vez, que o acordo não atendia às linhas vermelhas traçadas por Washington.
Leavitt disse aos jornalistas que “as linhas vermelhas do presidente em relação ao Irã foram deixadas muito, muito claras, não apenas ao público americano, mas também a eles”.
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