China confina 17 milhões de pessoas em Shenzhen por surto de Covid-19
A cidade de Shenzhen, polo tecnológico no sul da China, entrou em confinamento neste domingo, 13, após o anúncio de 66 novos casos de Covid-19. As autoridades chinesas pediram aos 17 milhões de habitantes da cidade, que abriga as gigantes tecnológicas Huawei e Tencent, que permaneçam em casa para controlar um surto da variante Ômicron do novo coronavírus. Neste domingo, 13, a China continental registrou 3.939 novos casos da infecção, seu maior recorde diário desde a primeira metade de 2020. Desde o início da pandemia, 115.466 pessoas testaram positivo para Covid-19 no país, 103.600 já se recuperaram e 4.636 morreram.
A China, berço do vírus, seguiu uma política restrita de “zero covid” com confinamentos, restrições de viagem e testes massivos quando eram detectados focos de infecção. O aumento nos contágios levou às autoridades a fechar escolas em Xangai e confinar os habitantes de cidades no nordeste do país, enquanto 19 províncias enfrentam surtos das variantes Ômicron e Delta do coronavírus. Na cidade de Kirin, os habitantes de centenas de bairros foram confinados parcialmente, anunciou, neste domingo, um funcionário municipal. A cidade de Changchun, um centro industrial de 9 milhões de habitantes, também decretou confinamento na sexta-feira, 11.
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