Cuba acusa os EUA de violarem acordo e incentivar migração irregular
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, acusou os Estados Unidos de violarem o acordo de entregar 20 mil vistos anuais aos cubanos, o que incentivaria a migração irregular. Em uma publicação nas redes sociais neste sábado, 26, o ministro disse que a Lei de Ajuste Cubano de 1966 e o embargo econômico também estimulam a migração “insegura, irregular e desordenada”. O governo cubano argumenta ainda que a suspensão do processamento e concessão de vistos de imigrantes e não-imigrantes no Consulado dos EUA em Havana tem incentivado partidas ilegais, assim como a transferência desses procedimentos para outros países.
A declaração do ministro vem em meio a um aumento do número de embarcações vindas de Cuba que tentam chegar à costa da Flórida. A ilha vive sua pior crise econômica em três décadas, com sérios problemas de escassez de alimentos e bens básicos. Segundo as autoridades norte-americanas, desde 1º de outubro de 2020, a Guarda Costeira interceptou 323 cubanos no mar. Durante todo o ano fiscal de 2020, foram 49. O ex-presidente Barack Obama retirou os benefícios de imigração em 2017. O democrata cancelou, por ordem executiva, a chamada política de “pé molhado/pés secos”, em vigor desde 1994. Entretanto, a Lei de Ajuste Cubano permanece valendo, o que permite aos cubanos solicitarem residência permanente nos EUA depois de ano e um dia dentro do país.
*Com informações da EFE
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