Duas lésbicas são chicoteadas por violar leis islâmicas na Malásia
Duas mulheres receberam nesta segunda-feira seis chicotadas cada uma após serem condenadas por tentar manter relações homossexuais, em violação das leis islâmicas estritas que aplicam apenas à população muçulmana na Malásia.
A sentença, proferida no mês passado, foi lida com portas fechadas na Alta Corte de Kuala Terenggan, na província de Terenggan, relata o jornal “The Star”.
As mulheres foram presas pela Polícia Islâmica em abril, quando estavam em um carro estacionado em uma praça pública.
Ambas também foram condenadas a pagar uma multa de 3.300 ringgits (US$ 800).
Grupos a favor dos direitos humanos descreveram como castigo “cruel e injusto” e advertem sobre o retrocesso na Malásia dos direitos dos LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) e o aumento da intolerância.
A federação da Malásia tem um sistema legal duplo pelo qual certos assuntos, tais como aqueles relacionados ao Islã, são legislados pelos diferentes governos estaduais.
Em mais da metade dos 14 estados do país, as autoridades locais impõem castigos corporais regidos pela Sharia, ou lei islâmica, e existe uma espécie de Polícia moral, conhecida como “Jawi”.
Assuntos
continue lendo
Mundo
Falha no ar-condicionado causou incêndio que matou 11 em orfanato da Argélia
Pleno funcionamento do aparelho durante alta de temperaturas fez com que uma 'faísca elétrica' iniciasse as chamas
- Andy Burnham é eleito líder trabalhista e deve assumir como novo premiê do Reino Unido Estadão Conteúdo · há 2 meses
- Trump diz que a CIA divulgará plano de Maduro sobre eleições nos EUA Jovem Pan* · há 2 meses
- Irã pede que os cidadãos reduzam o consumo de eletricidade após ataques AFP · há 2 meses
- Trump acusa a China de intervir nas eleições dos EUA para impedir sua reeleição em 2020 Júlia Mano · há 2 meses