Espanha reforça fronteira com Marrocos; número de imigrantes mortos chega a 67
O número de mortos na crise fronteiriça entre a Espanha (em Ceuta) e o Marrocos subiu para 67, informou o governo espanhol neste sábado, 1º. Entre as vítimas, havia pessoas que se afogaram e outras que morreram em um tumulto ao tentar atravessar uma barreira junto ao quebra-mar.
Um pequeno grupo de migrantes exaustos que nadaram até a praia urbana de Tarajal, em Ceuta, na manhã de hoje, foi recebido por soldados que os escoltaram de volta para o outro lado da fronteira.
Espanha reforça fronteira com Marrocos
A Espanha instalou barreiras com boias em sua fronteira com o Marrocos neste sábado (1), que se estende pelo mar ao lado da área de concreto que delimita a fronteira, uma das duas fronteiras terrestres entre a África e a União Europeia (a outra é a de Melilla, outra cidade autônoma espanhola no norte da África).
Governo fala em ‘situação controlada’
O ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, chegou neste sábado a Ceuta para transmitir uma mensagem de tranquilidade e afirmou que, embora não se considere a crise encerrada, a situação em Ceuta é de “razoável normalidade”.
Também afirmou que “quase todos” os migrantes que entraram em Ceuta na quinta-feira, até 60 mil pessoas em apenas 24 horas, já saíram do país. Uma situação que “revertemos sozinhos”, com a cooperação do Marrocos, destacou.
Crise diplomática
As imagens da chegada de milhares de pessoas provocaram uma crise na União Europeia, com duras críticas de alguns países e de partidos de direita e extrema direita.
Na Itália, o governo da primeira-ministra de ultradireita Giorgia Meloni anunciou a “suspensão” com a Espanha do tratado de livre circulação da UE (o acordo Schengen).
O Ministério do Interior italiano explicou que os controles afetarão apenas os cidadãos não europeus que chegam da Espanha, e não os espanhóis que viajam para a Itália.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, reagiu neste sábado e enviou uma carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na qual lamenta “preconceitos, notícias falsas, ignorância ou interesses políticos” e denuncia uma reação “egoísta, polarizadora e ilegal”.
*Com informações de AFP
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