EUA enviarão milhões de doses da ‘vacina de Oxford’ para México e Canadá
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira, 18, que 2,5 milhões de doses da “vacina de Oxford” serão enviadas ao México e outras 1,5 milhão ao Canadá. Estima-se que 30 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca estão paradas no país, que ainda aguarda o resultado dos testes clínicos desse imunizante. Enquanto isso, mais de 70 nações que já autorizaram o seu uso sofrem com a oferta limitada dessas vacinas no mercado. Por isso, o destino dos imunizantes adquiridos pelo governo norte-americano vinha sendo assunto de um debate intenso na Casa Branca, que discutia se eles deveriam ser enviados ou não a nações mais necessitadas. Segundo uma reportagem publicada pelo jornal The New York Times no último dia 11, as autoridades dos Estados Unidos tinham inclusive levantado a possibilidade de enviar os imunizantes ao Brasil, que está vivendo o seu pior momento na pandemia do novo coronavírus.
Nesta quinta-feira, 18, a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, esclareceu que os Estados Unidos pretendem abrir mão de um total de sete milhões de doses da vacina desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. Dessa forma, três milhões de doses ainda estão com o destino indefinido, sendo que o governo norte-americano teria recebido “pedidos de vários países”. Psaki acrescentou que a expectativa da Casa Branca é ter doses adicionais dos imunizantes da Pfizer–BioNTech e da Moderna para compartilhar com outras nações depois que os Estados Unidos cumprirem a meta de vacinar toda a sua população adulta. Recentemente, o presidente Joe Biden afirmou que todos os adultos do país poderão receber a 1ª dose da vacina a partir de maio.
Negociação com o México
Nesta quinta-feira, 18, o jornal norte-americano The New York Times noticiou que Joe Biden pediu ao México que trabalhe mais para conter a imigração ilegal em sua fronteira com a Guatemala, além de acolher mais famílias expulsas pelas autoridades norte-americanas. No mesmo dia, o governo mexicano anunciou que restringirá o tráfego terrestre em sua fronteira sul com a Guatemala, algo que nunca havia feito antes, sob a justificativa de conter a expansão da Covid-19.
O governo dos Estados Unidos admitiu que a negociação sobre as vacinas de Oxford ocorreu ao mesmo tempo em que pedia a ajuda do México para conter a chegada em grande quantidade de menores indocumentados à fronteira comum. No entanto, a Casa Branca negou ter condicionado uma questão a outra ou ter usado os imunizantes como forma de pressionar uma colaboração em relação à imigração, garantindo ser normal que vários assuntos sejam discutidos ao mesmo tempo entre países.
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