Governo ‘lamenta’ críticas dos EUA após Bolsonaro afirmar que é solidário à Rússia
O governo federal afirmou neste sábado, 19, que “lamenta” as críticas feitas pelos Estados Unidos após Jair Bolsonaro (PL) declarar que é solidário à Rússia durante encontro com o presidente Vladimir Putin, realizado na quarta-feira, 16. Citando a atual tensão na fronteira com a Ucrânia, o Departamento de Estado norte-americano divulgou nota na quinta-feira, 17, informando que a fala do presidente “não poderia ter sido pior”. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que “não considera construtivas, nem úteis”, as críticas às falas de Bolsonaro. “As posições do Brasil sobre a situação da Ucrânia são claras, públicas e foram transmitidas em repetidas ocasiões às autoridades dos países amigos e manifestadas no âmbito do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU)”, informou em nota o Itamaraty.
A tensão entre a Rússia e as potências do Ocidente escalou neste sábado após o Kremlin ter lançado uma série de mísseis com capacidade de carregar cargas nucleares durante testes militares. A demonstração de força ocorre após a troca de acusações entre Moscou e Washington sobre a intenção dos russos em invadir a Ucrânia. Enquanto as nações ocidentais temem o início de um dos piores conflitos desde a Guerra Fria, o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, disse que as forças russas estão começando a “se deslocar e se aproximar” da fronteira com seu ex-vizinho soviético. “Esperamos que ele se afaste da beira do conflito”, disse ele em entrevista coletiva durante uma visita à Lituânia, dizendo que uma invasão da Ucrânia não é inevitável.
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