Guiana nega ‘planos de ação ofensiva’ contra Venezuela: ‘Não vamos invadir’
Em meio a ação defensiva colocada pela Venezuela depois que um navio militar britânico foi enviado para Guiana, o vice-presidente guianense, Bharrat Jagdeo, negou que seu país tenha um “planos de uma ação ofensiva” contra a Nicolás Maduro. “Estas são medidas de rotina que são planejadas há muito tempo, são parte da construção da capacidade defensiva”, disse Jagdeo durante uma coletiva de imprensa. “Não planejamos invadir a Venezuela, o presidente Maduro sabe disso […] Não temos nenhum plano de tomar uma ação ofensiva contra a Venezuela. “Não se trata de travar guerras, mas de policiar melhor nossa zona econômica exclusiva e (salvaguardar) a nossa integridade e soberania territorial”, acrescentou. O Reino Unido anunciou no último domingo o envio do navio HMS Trent para a Guiana, ex-colônia britânica, como uma “demonstração de apoio militar e diplomático” ao país na disputa com a vizinha Venezuela pela gestão do Essequibo.
A este respeito, Jagdeo destacou que esta visita é “rotineira” e algo “planejado há muito tempo que faz parte da construção da capacidade defensiva da Guiana”. Por isso, a Guiana não vai rejeitar o navio, conforme solicitado pela Venezuela. O vice-presidente também destacou que a Guiana está comprometida com a Declaração de Argyle, na qual Caracas e Georgetown concordaram em não ameaçar um ao outro e em evitar incidentes que provocassem a tensão na disputa fronteiriça de Essequibo. “Nada do que fazemos ou fizemos ameaça a Venezuela”, enfatizou Jagdeo. No entanto, o governo da Venezuela condenou a chegada à Guiana do navio de guerra britânico como uma “provocação hostil” e uma “ameaça direta à paz”. Maduro insistiu que se trata de uma “ruptura” dos acordos que assinou com o seu homólogo guianense, Irfaan Ali, no último dia 14 em São Vicente e Granadinas, a chamada Declaração de Argyle.
*Com agências internacionais
[jp-related-posts ids=”1513925,1513842″]
continue lendo
Mundo
Xi Jinping chega aos EUA para reunião com Trump: ‘Interesses profundamente entrelaçados’
O líder chinês foi recepcionado pelo presidente norte-americano ao desembarcar no país para a visita de três dias
- Delcy afirma na ONU que haverá eleições na Venezuela AFP · há 1 mês
- El Niño provocará até 451 mil mortes associadas ao calor; estima-se 13,3 mil no Brasil AFP · há 1 mês
- Harvey Weinstein é condenado a 15 anos de prisão por agressão sexual AFP · há 1 mês
- Em discurso na Assembleia Geral, Milei chama ONU de 'organização inútil' AFP · há 1 mês