Índia comemora nomeação de Rishi Sunak como primeiro-ministro do Reino Unido: ‘Avanço importante’
Os indianos celebraram a nomeação de Rishi Sunak, hindu de origem indiana, como premiê britânico em um momento crucial das relações entre a Índia e a ex-potência imperial. À época da colonização britânica, os indianos nunca teriam imaginado um “avanço tão importante” como esta nomeação, celebrou ontem o ministro-chefe do estado de Karnataka (sul), Basavaraj Bommai. A ascensão de Sunak foi objeto de uma ampla cobertura televisiva na Índia. O ex-ministro das Finanças foi escolhido na segunda-feira, 24, para substituir Liz Truss, que renunciou ao cargo após seis semanas no poder, porém, foi oficializado pelo Rei Charles III nesta terça-feira. Ex-banqueiro e ministro das Finanças, Sunak se torna, aos 42 anos, o chefe de Governo mais jovem da história contemporânea do Reino Unido, depois de uma meteórica ascensão política. É também o primeiro governante britânico de origem indiana e o primeiro de uma atinga colônia britânica. Em agosto, a Índia celebrou o 75º aniversário de sua independência, algumas semanas antes de se tornar a quinta economia mundial, com PIB superior ao Reino Unido, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Sunak toma posse do cargo em um momento em que o governo nacionalista hindu se esforça para apagar os últimos vestígios simbólicos da era colonial na Índia. Em setembro, Modi inaugurou uma estátua de Subhas Chandra Bose, um dos heróis da independência, adorado por ter-se armado contra os britânicos, mas polêmico por sua colaboração com a Alemanha nazista. A inauguração ocorreu poucas horas antes de o Reino Unido anunciar a morte da rainha Elizabeth II. No ano passado, Modi e o então premiê britânico, Boris Johnson, estabeleceram o objetivo de concluir um acordo de livre-comércio antes da festa hindu de Diwali, celebrada ontem na Índia. Um pacto potencialmente importante para Londres compensar sua saída da União Europeia. Nenhum acordo foi anunciado até agora. As negociações foram interrompidas pelos conservadores, que temiam que um acordo deste tipo fosse acompanhado por um aumento da imigração.Em troca de uma redução das tarifas sobre importações de produtos como o uísque, a Índia pressiona para obter mais vistos de trabalho e de estudos, como nos acordos de Londres com a Austrália e com a Nova Zelândia. Em ambos, permite-se que pessoas de até 35 anos residam no Reino Unido por três anos.
*Com informações da AFP
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