Irã chega a 1284 mortes por coronavírus e critica EUA por não suspender sanções
O Ministério da Saúde do Irã informou, nesta quinta-feira, mais 149 mortes pelo novo coronavírus, elevando para 1.284 o número total de vítimas da pandemia global.
Alireza Raisi, vice-ministro da Saúde para questões de higiene iranianas, explicou que 1.046 novas infecções foram confirmadas nas últimas 24 horas.
Com esses dados, o número total de pacientes em todo o país é de 18.407, embora quase 6 mil tenham se recuperado, segundo as autoridades de saúde.
O Ministério da Saúde pediu aos iranianos que fiquem em casa e evitem deslocamentos desnecessários, mas muitos cidadãos aproveitaram o início do feriado do Ano Novo Persa para viajar.
O dia de ano novo é na próxima sexta-feira, mas como esta quinta também é feriado, desde o dia anterior houve congestionamentos em Teerã, tanto na estrada que leva ao sul quanto na estrada que leva ao norte.
Em um vídeo publicado ontem à noite no Twitter, o ministro das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, voltou a criticar as sanções dos Estados Unidos que, ao restringir transações bancárias com o Irã, dificultam a compra de suprimentos médicos.
“Mesmo em meio a essa pandemia, o governo dos EUA se recusou completamente a suspender sua punição ilegal, tornando praticamente impossível comprar medicamentos e equipamentos médicos”, enfatizou.
Para aliviar essa situação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e agências da ONU como a Unicef enviaram ajuda ao Irã, desde máscaras e trajes para trabalhadores do setor de saúde a equipamentos de diagnóstico.
Além disso, China, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Alemanha, França, Reino Unido, Japão, Catar e Rússia, entre outros, enviaram remessas para conter o surto da Covid-19 para o país persa.
*Com informações da Agência EFE
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Eliseu Caetano
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