Itália começa a realizar testes que detectam anticorpos do coronavírus
Algumas regiões da Itália começaram a realizar testes sorológicos em massa que detectam possíveis anticorpos contra a Covid-19 na população. Embora ainda haja muitas dúvidas sobre o método, tal medida pode ajudar no início de um regresso progressivo do país à normalidade.
A partir desta quinta-feira (2), a região de Emilia-Romagna começará a submeter todos profissionais de saúde a esses testes, em um total de cerca de 100 mil em uma primeira rodada.
“A segurança dos profissionais de saúde e dos pacientes deve ser a prioridade. É essencial que o pessoal dedicado a essa emergência trabalhe em condições de máxima proteção para si e para os pacientes, e sem correr o risco de ser uma fonte de contágio”, disse o conselheiro regional de políticas de saúde, Raffaele Donini.
Ele explicou que os testes sorológicos verificarão a presença e o tipo de anticorpos em uma pessoa por meio de uma amostra de sangue oriunda de uma “picada” no dedo. As pessoas com resultados positivos, ou seja, que possuírem anticorpos contra o vírus, demonstrarão que foram infectadas e que já o superaram. A partir daí, serão submetidas a um teste tradicional para que haja a confirmação da cura.
O presidente da região de Friuli-Venezia Giulia, Massmiliano Frediga, afirmou que, embora esses testes “ainda não sejam 100% confiáveis”, eles podem ser combinados com os testes tradicionais para se ter mais certeza sobre se uma pessoa está infectada ou não. “Se podemos garantir que uma pessoa está curada e que eles desenvolveram os anticorpos e não são contagiosos, podemos dar a ela a oportunidade de retornar às suas atividades”, explicou.
Do ponto de vista financeiro, esses novos testes têm uma clara vantagem em relação aos tradicionais: custam muito menos. Se adquirido em grandes quantidades, o kit para um único teste sorológico pode custar cerca de 10 euros, de 10 a 20 vezes menos que o teste molecular nasofaríngeo.
Além disso, outra vantagem adicional é o tempo necessário para se obter uma resposta, que varia entre 2 minutos para os mais rápidos e aproximadamente 30 minutos para os mais lentos.
Mas a questão tem a ver com a eficácia do resultado, uma vez que não é expresso em valores numéricos, mas simplesmente como positividade ou negatividade e sua confiabilidade no caso de identificar pacientes positivos é de cerca de 85%.
*Com informações da Agência EFE
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