Juiz nomeado para investigar morte de presidente do Haiti deixa o caso após cinco dias
Cinco dias após ser nomeado para o caso, o juiz Mathieu Chanlatte renunciou nesta sexta-feira, 13, à condução do inquérito sobre o assassinato do presidente do Haiti, Jovenel Moise. Chanlatte enviou uma carta ao Tribunal de Primeira Instância de Porto Príncipe alegando “razões pessoais” para deixar a investigação. Na última segunda-feira, o decano do tribunal civil de Porto Príncipe, Bernard Saint-Vil, anunciou que Chanlatte havia sido nomeado para liderar o inquérito judicial sobre o assassinato de Moise, ocorrido em 7 de julho em sua residência particular na capital haitiana e no qual sua esposa, Martine, ficou ferida.
Tudo indica que o magistrado não conseguiu obter as condições de segurança necessárias para empreender uma investigação desta magnitude em um momento em que o Haiti vive sérios problemas de violência. O assassinato de Moise foi cometido, segundo as investigações, por 26 mercenários que invadiram a residência presidencial de madrugada, sem encontrar nenhuma resistência das forças de segurança que faziam a guarda do local. De acordo com as últimas informações dadas pela polícia, 44 pessoas estão presas, incluindo 12 policiais, sob acusação de envolvimento na morte do presidente haitiano.
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*Com Agência EFE
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