Justiça rejeita ação que pedia anulação das eleições no Peru
A 11ª Corte Constitucional de Lima, no Peru, indeferiu neste domingo, 18, um recurso que pedia a anulação das eleições presidenciais no país, a abstenção do resultado do segundo turno, disputado entre Keiko Fujimori e Pedro Castillo, e a entrega do maior cargo executivo do país para o novo chefe do Congresso. O pedido foi feito pela ex-deputada Yeni Vilcatoma e foi uma das manobras judiciais usadas por apoiadores de Keiko Fujimori para atrasar a proclamação das eleições presidenciais no país. O novo presidente, Pedro Castillo, do partido Peru Livre, ganhou da candidata com 50,12% dos votos, em uma das menores vantagens da história e deve assumir o cargo no dia 28 de julho.
Fujimori apontou uma “fraude sistemática” nas eleições desde o dia seguinte à derrota e a equipe jurídica do partido dela, Força Popular, chegou a mover uma série de ações contra juris eleitorais em cidades rurais como Huancavelica, Cajamarca, San Román, Huamanga e Chota. Nessas regiões, Castillo teve maior vantagem. Vistorias feitas pela Organização dos Estados Americanos não encontraram qualquer indício de fraude e a segurança do sistema eleitoral do país já foi reconhecida por países como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e até pela União Europeia. Ainda assim, a ex-parlamentar responsável pela ação jurídica deve recorrer à decisão.
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