Melania Trump não convida Jill Biden à Casa Branca e quebra tradição
A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, quebrou uma tradição ao não convidar a sucessora, Jill Biden, esposa do presidente eleito, Joe Biden, para um percurso pela Casa Branca antes da transferência do poder, informou nesta terça-feira, 20, a imprensa local. “Melania Trump se tornará a primeira primeira-dama moderna a não convidar a mulher que a substituirá na Casa Branca para fazer um percurso pelas habitações privadas no segundo e no terceiro piso”, revelou uma matéria da CNN. De acordo com a emissora, a atitude quebra uma tradição que remonta à reunião de Bess Truman, esposa de Harry S. Truman (1945-1953) e Mamie Eisenhower, esposa de Dwight David Eisenhower (1953-1961), e que continuou com Laura Bush, cujas filhas, Jenna e Barbara Bush, mostraram a Sasha e Malia Obama “como escorregar pelo corrimão da residência”.
Michelle Obama também convidou Melania Trump, seguindo a tradição não escrita entre as primeiras-damas. “Talvez não seja surpreendente Melania Trump ter desrespeitado uma norma social da sua posição. Cada presidente de um mandato – e a sua esposa – sentiu a derrota, mas, ao contrário do seu marido, nenhum deles se recusou a aceitar os resultados das eleições”, disse Kate Andersen Brower, autora de três livros sobre os interiores e exteriores da Casa Branca, em coluna de opinião. Brower disse que, embora Betty Ford estivesse furiosa quando o marido, Gerald Ford, perdeu a presidência em 1976, ela deu as boas-vindas à sucessora, Rosalynn Carter, não sem antes ter cancelado duas tentativas anteriores de se encontrarem. Por outro lado, a autora destaca a transição dos Bush para os Obamas como uma das “mais suaves da história moderna”. Laura Bush, como primeira-dama de saída, convidou Michelle Obama para a Casa Branca duas vezes: uma sozinha e outra com as filhas.
*Com informações da EFE
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Eliseu Caetano
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