OMS descarta agravamento na epidemia do coronavírus após atualização na China
O forte aumento dos casos e de mortes pelo coronavírus na província de Hubei, na China, anunciado nesta quinta-feira (13), não indica um agravamento da crise no país e no mundo, garantiram representantes da Organização Mundial de Saúde (OMS), em entrevista coletiva.
“O crescimento se deve, em parte, pelas mudanças sobre como os casos são diagnosticados e reportados. Agora, os médicos em Hubei podem declarar um paciente suspeito como confirmado, sem que haja a necessidade de aguardar os resultados de exames”, apontou o diretor executivo da OMS para Emergências Sanitárias, Michael Ryan.
Muitos dos novos casos, na realidade, remontam há “vários dias, semanas, inclusive, ao princípio da epidemia”, afirmou o representante da organização, destacando que não existe uma onda de novos casos diários.
Ryan ainda afirmou que elevações como a apresentada ontem pelas autoridades chinesas, não voltará a se repetir. “Devemos ser cautelosos na hora de chegar a determinadas conclusões e ao interpretar os dados. Não devemos reagir diretamente aos números”, explicou o diretor da OMS, também encarregado de coordenar a resposta à epidemia com outras agências da ONU.
No restante da China e em outros países, explicou Ryan, segue sendo necessária a confirmação no laboratório, por isso, não são esperados aumentos diários agudos como em Hubei, em outras regiões.
Segundo os últimos números da OMS, o coronavírus já infectou 47.054 pessoas, sendo 46.550 em território chinês. Ao todo, são 1.369 mortos, com um registro nas Filipinas e outro no Japão, esse último, divulgado nesta quinta.
*Com informações da EFE
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