Parlamento do Iraque vota por retirada de tropas dos EUA do país; EUA suspendem apoio contra Estado Islâmico
O Parlamento do Iraque aprovou, neste domingo (5), a retirada de tropas dos Estados Unidos do país. A votação aconteceu três dias depois do bombardeio americano em Bagdá, que causou a morte do chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Qassem Soleimani e do líder das Forças de Mobilização Popular iraquianas, Abu Mahdi al-Mohandis.
De acordo com o primeiro ministro do Iraque, Adel Abdul Mahdi, que participou da sessão no Parlamento e pediu pela aprovação da retirada das tropas, as mortes foram um “assassinato político”. Apesar disso, a resolução não obriga que os norte-americanos saiam deixem o país. O texto também pede que os pedidos de ajuda do Iraque ao governo dos EUA sejam cancelados.
“O governo se compromete a revogar seu pedido de assistência da coalizão internacional que luta contra o Estado Islâmico devido ao fim das operações militares no Iraque e à conquista da vitória”, diz o texto aprovado no Iraque.
Dentro da sessão, os parlamentares gritavam: “América fora! Bagdá permanece livre!”. Atualmente, cerca de 5 mil soldados americanos estão em território iraquiano. As tropas americanas tem sido fundamentais na derrota, ao lado do Iraque, do Estado Islâmico.
EUA suspende apoio às tropas iraquianas
Também neste domingo (5), a coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos anunciou a suspensão das atividades de apoio e treinamento das tropas do Iraque. O objetivo é que os norte-americanos se concentrem na proteção das bases onde suas forças estão posicionadas no país.
Em um comunicado, a missão contra o grupo terrorista Estado Islâmico disse que a proteção dessas instalações, que foram alvo de repetidos ataques com foguetes nos últimos dois meses, limita a capacidade de treinar parceiros e apoiar as operações contra o grupo jihadista. “A nossa prioridade é proteger o pessoal da coligação. Estamos totalmente empenhados em proteger as bases iraquianas que acolhem as tropas da coligação”, diz.
A aliança justificou a decisão destacando que os repetidos ataques com foguetes nos últimos dois meses por elementos do Kata’ib Hezbollah causaram a morte de integrantes das forças de segurança iraquianas e de um civil americano, em 27 de dezembro. Hezbollah são batalhões que operam com o apoio das milícias pró-governamentais Forças de Mobilização Popular – cujo líder, Abu Mahdi al-Muhandis, foi uma das vítimas do ataque realizado pelos EUA.
*Com informações das agências Estado e EFE
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