Pela terceira vez, Parlamento britânico rejeita acordo do Brexit
Quase três anos depois do referendo europeu, da troca de liderança no governo, de uma eleição geral antecipada e muito histeria, o que deveria ser o dia do Brexit chegou. 29 de março foi a data marcada por Theresa May, que passou os últimos dois anos repetindo que Brexit significava Brexit.
O problema que May não antecipou é que na prática a maioria do parlamento não quer mesmo sair da União Europeia. E isso foi confirmado nesta sexta-feira (29), após o parlamento rejeitar, pela terceira vez, o acordo do Brexit.
Por 286 votos a favor e 344 contrários, a Câmara se recusou a dar o sinal verde ao texto sobre os termos da saída, ao término de uma jornada parlamentar na qual não a declaração política que acompanha esse documento não foi submetida à votação.
Terceira votação
Nesta sexta o parlamento em Londres votou pela terceira vez o acordo de separação firmado por Theresa May com a União Europeia. A diferença é que agora o texto foi fatiado, como costumam fazer em Brasília também.
O acordo votado hoje foi apenas a parte dedicada à separação da União Europeia; questões técnicas como o seguro para a fronteira da Irlanda, os direitos dos cidadãos e o período de transição.
O aspecto político do acordo, que trata da relação futura entre os dois lados ficou de fora.
Se o texto votado hoje finalmente passasse, o Reino Unido teria até o dia 22 de maio para deixar de fato a União Europeia. O problema é que com o acordo rejeitado, os britânicos terão apenas mais duas semanas para definir o que de fato querem. Restam apenas duas alternativas: ou o país sai da União Europeia sem acordo em 12 de abril. Ou busca uma prorrogação de longo prazo para seguir negociando.
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