Presidente diz que ‘nem morto’ entregará poder na Bielorrússia
O presidente da Bielorrússia, Alexandr Lukashenko, afirmou neste domingo, 16, que não deixará o poder e que “nem morto” entregará o governo para a oposição. As declarações foram dadas durante a primeira manifestação pública a seu favor desde as eleições presidenciais realizadas na semana passada. “Construímos um país lindo, com suas dificuldades e imperfeições. A quem eles querem entregar? Se alguém quiser entregar o país, nem morto, eu permitirei”, garantiu o chefe de governo, segundo informações veiculadas pela agência de notícias local “Belta”.
Lukashenko comandou o ato de apoio ao próprio governo, em que milhares de pessoas acompanharam o discurso realizado a partir de tribuna na Praça da Independência, diante da sede do governo bielorrusso.”Queridos amigos, chamei vocês não para me defenderem. Vocês vieram para que, pela primeira vez em um quarto de século, defendamos nosso país, nossas famílias, nossas esposas e irmãs, nossos filhos”, disse o presidente.
Lukashenko foi reeleito no dia 9 e agosto para o sexto mandato consecutivo, resultado contestado dentro e fora do país. O presidente esta no poder desde 1994 e rejeitou a possibilidade de realizar novas eleições. O resultado gerou diversos protestos nas ruas de Minsk, capital da Bielorrússia, deixando ao menos um pessoa morta e milhares de outras presas.
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O presidente conta o com o apoio da Rússia, que já prometeu enviar reforços para conter as manifestações. O resultado das eleições e a violência desencadeada nos últimos dias foram alvos de críticas dos EUA e outros países europeus. “Há tanques e aviões a 15 minutos de voo de nossa fronteira. As tropas da Otan estão varrendo rastros de tanques perto de nossa porta. Lituânia. Letônia, Polônia e, infelizmente, nossa amada Ucrânia ordenam que realizemos novas eleições. Se nós aceitarmos, vamos despencar”, alertou.
Lukashenko ainda reforçou a posição, garantindo que a repetição das eleições presidenciais significaria a morte de Belarus como Estado e como nação. “Eles nos propõem um novo governo, já o formaram lá fora, não entram num acordo sobre quem vai nos governar. Não precisamos de um governo de fora, precisamos do nosso governo que nós elegemos.”
*Com agência EFE
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