Rússia diz aceitar negociação se Ucrânia ‘depuser as armas’
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou que o país está disposto a negociar com as autoridades da Ucrânia, mas apenas se ela “depuser as armas”. A declaração foi dada em entrevista coletiva nesta sexta-feira, 25, após o exército russo formar um cerco na capital ucraniana, Kiev, e realizar disparos de mísseis conta a cidade. “Estamos prontos para negociações, a qualquer momento, assim que as forças armadas ucranianas ouvirem nosso chamado e depuserem suas armas”, disse Lavrov. Esta quinta é o segundo dia de ataques do Kremlin contra os ucranianos. O conflito já deixou dezenas de mortos. A Ucrânia já instituiu lei marcial no país e um toque de recolher na capital, que amanheceu sob ataque. O chanceler ainda declarou que a Rússia quer “libertar a Ucrânia da opressão”. “O presidente [Vladimir] Putin, tomou a decisão de realizar uma operação militar especial para desmilitarizar e desnazificar a Ucrânia e, assim, livrar da opressão, os próprios ucranianos poderão decidir seu futuro”, afirmou o ministro. O ministro russo também reforçou as palavras de Putin ao afirmar que “ninguém está se preparando para ocupar a Ucrânia. O objetivo da operação é claro: desmilitarização e desnazificação”. A Rússia acusa a Ucrânia de cometer um “genocídio” da população de língua russa no leste do país. Apesar disso, o país não apresenta nenhuma prova da acusação.
Assuntos
continue lendo
Mundo
UE não chega a acordo sobre suspender sanções contra oligarcas russos
Alguns países defendem a manutenção da linha-dura e o aumento das punições contra a Rússia
- Xi Jinping chega aos EUA para reunião com Trump: ‘Interesses profundamente entrelaçados’ AFP · há 6 horas
- Delcy afirma na ONU que haverá eleições na Venezuela AFP · há 7 horas
- El Niño provocará até 451 mil mortes associadas ao calor; estima-se 13,3 mil no Brasil AFP · há 12 horas
- Harvey Weinstein é condenado a 15 anos de prisão por agressão sexual AFP · há 15 horas