Trump afirma que os EUA ‘não precisam’ da OTAN para reabrir o Estreito de Ormuz
Os Estados Unidos “não precisam da ajuda” de ninguém, nem da OTAN para reabrir militarmente o Estreito de Ormuz, afirmou o presidente Donald Trump nesta terça-feira (17) em uma mensagem na plataforma Truth Social, criticando seus aliados da Otan.
“A maioria dos nossos ‘aliados’ da Otan nos informou que não quer se envolver em nossa operação militar contra o regime terrorista no Irã”, declarou o presidente.
“Dado o sucesso militar que obtivemos, não ‘precisamos’ nem queremos mais a ajuda dos países da Otan: NUNCA PRECISAMOS DELA!“, acrescentou Trump.
“A atitude deles não me surpreende, porém, porque sempre considerei que a Otan, na qual gastamos centenas de bilhões de dólares por ano protegendo esses mesmos países, é uma via de mão única: nós os protegeremos, mas eles não farão nada por nós“, acusou.
“O mesmo vale para o Japão, a Austrália ou a Coreia do Sul. Na verdade, falando como presidente dos Estados Unidos da América, de longe o país mais poderoso (…), NÃO PRECISAMOS DA AJUDA DE NINGUÉM!”, concluiu.
Renúncia
O diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos, Joseph Kent, renunciou ao cargo nesta terça em protesto contra a ofensiva militar conjunta dos EUA e de Israel contra o Irã. Kent é o primeiro alto funcionário a deixar a gestão de Donald Trump em discordância com o atual conflito. “Não posso, em sã consciência, apoiar a guerra em curso no Irã”, declarou.
Veterano das Forças Especiais Boinas Verdes, com inúmeras missões de combate no currículo, Kent enviou uma carta de demissão ao presidente americano. No documento, justificou a decisão apontando que o Irã não representa uma ameaça iminente ao país.
O ex-diretor não poupou críticas à influência externa sobre a política de Washington e responsabilizou Tel Aviv pela escalada militar. Segundo Kent, o governo cedeu à pressão de autoridades israelenses e de um “poderoso lobby” nos Estados Unidos.
*AFP
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