Trump proíbe americanos de comprar charutos e álcool de Cuba
Os Estados Unidos aplicaram mais sanções contra Cuba. Nesta quarta-feira, 23, o presidente Donald Trump anunciou que está proibindo a população americana de se hospedar em hotéis do país caribenho. Os estadunidenses também não poderão importar tabaco ou álcool do país da América Central. “Anuncio hoje que o Departamento do Tesouro proibirá que os viajantes americanos se hospedem em propriedades cujo proprietário seja o governo cubano”, disse Trump durante um ato na Casa Branca com ex-combatentes que participaram da fracassada tentativa de invasão a Cuba em 1961. A medida impacta ainda mais o setor turístico de Cuba, onde todos os hotéis estão vinculados ao governo, e deixa como única opção aos americanos a hospedagem em casas particulares de trabalhadores autônomos. Até então, os americanos podiam se hospedar em poucos hotéis em Cuba, já que o governo de Trump vetou há três anos as transações com empresas controladas pelos serviços militares, de inteligência e de segurança cubanos. As Forças Armadas controlam muitos dos alojamentos do país.
Em comunicado, o Deartamento do Tesouro explicou que, a partir de agora, os americanos também não poderão se alojar em nenhuma propriedade que o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, tenha “identificado como propriedade ou controlada pelo governo cubano” ou pessoas afiliadas ao governo. A medida afeta 433 hotéis cubanos, detalhou em entrevista coletiva Carrie Filipetti, encarregada do Departamento de Estado para as políticas em relação a Cuba e Venezuela. O Departamento do Tesouro também proibiu que os americanos que visitem Cuba voltem com “produtos alcoólicos ou tabaco de origem cubana”, o que anula uma determinação do ex-presidente Barack Obama que permitia retornar com até US$ 100 desses produtos.
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O governo de Trump ainda ampliou as restrições de viagem a Cuba – onde o turismo de americanos já é proibido – ao eliminar a autorização que permitia que americanos “assistam ou organizem reuniões profissionais ou conferências em Cuba”, o que só será permitido em casos excepcionais, sob solicitação. Desde que chegou ao poder, em 2017, Trump congelou o processo de normalização de relações com Cuba iniciado pelo antecessor, Obama, ao limitar as remessas de dinheiro e impactar o setor turístico cubano.
*Com informações da Agência EFE
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Eliseu Caetano
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