Trump se declara ‘não culpado’ de interferência eleitoral e renuncia direito de comparecer à leitura das acusações
O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump se declarou ‘não culpado’ das acusações de ter liderado uma conspiração criminosa para reverter sua derrota nas eleições de 2020 no Estado da Geórgia, no sul do país. Favorito para concorrer às eleições presidenciais de 2024 pelo Partido Republicano, Trump apresentou nesta quinta-feira, 31, sua declaração em um documento judicial, renunciando ao direito de comparecer a uma leitura de acusações marcada para quarta-feira da semana que vem, 6. O julgamento de Trump sobre acusações de interferência nas eleições presidenciais foi marcado para o dia 4 de março de 2024, colocando um dos maiores casos criminais da história americana no auge da temporada eleitoral. O julgamento começa apenas um dia antes da “Superterça”, quando mais de uma dúzia de Estados vota nas primárias republicanas para escolher o candidato do partido nas eleições de 2024. O republicano ficou irritado com a data escolhida e a chamou de “interferência judicial”. Na semana passada, Trump se entregou à Justiça e protagonizou mais uma cena história nos Estados Unidos. Ele se tornou o primeiro ex-presidente a ser fichado. A foto da ficha policial passou a ser usada em sua campanha presidencial que, até domingo, tinha arrecadado US$ 7,1 milhões (cerca de R$ 35 milhões).
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