Turquia avisa que vai vetar entrada de Finlândia e Suécia na Otan
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta segunda, 16, que não aprovará a entrada de Finlândia e Suécia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar que conta com Estados Unidos, Canadá e diversos países europeus. Embora tenham uma tradição de neutralidade, Finlândia e Suécia pediram para aderir à Otan neste domingo, 15, e segunda, 16, motivados pelo ataque da Rússia à Ucrânia, que causou uma mudança na opinião pública dos dois países. Erdogan ainda afirmou que as delegações suecas e finlandesas não precisariam se preocupar em ir até a capital turca, Ancara, para tentar convencer seu governo a não vetar a adesão delas à organização.
Segundo o governo turco, o veto ocorreria por Suécia e Finlândia darem abrigo a membros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, na sigla em curdo), organização que considera como terrorista. O PKK luta para que os curdos, povo que ocupa áreas de Iraque, Síria, Turquia e Irã, tenha seu próprio Estado nacional, e tem braços políticos e armados. Erdogan chamou os países nórdicos de “hospedagens para organizações terroristas”, pediu que eles deixem de apoiar militantes curdos em seu território e na Síria, e suspendam as proibições de vendas de armas à Turquia. Além disso, Erdogan também é próximo de Vladimir Putin e seus países tem cooperação estratégica em algumas áreas, como energia nuclear, e o veto impediria que a Otan se aproximasse ainda mais da Rússia – a Finlândia compartilha uma fronteira de 1.300 quilômetros com o território governado por Moscou. A Rússia já havia reagido com irritação ao pedido dos países para a adesão. Por outro lado, o secretário-geral da Otan, Jen Stoltenberg, disse que o grupo poderia absorver as preocupações dos turcos e prosseguir para atender os pedidos, enquanto o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, disse ter confiança de que chegarão a um consenso.
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