UE reitera que adiamento do Brexit precisa de aprovação unânime dos líderes
A Comissão Europeia, o órgão executivo da União Europeia (UE), afirmou nesta quinta-feira que a prorrogação do Brexit deve ser aprovada por unanimidade pelos chefes de Estado e de governo dos 27 países que seguirão no bloco após a saída do Reino Unido, depois que a Câmara dos Comuns votou pelo adiamento da data de saída.
“Tomamos nota da votação desta noite. Um pedido para ampliar a negociação do artigo 50 (sobre a saída de um Estado-membro) requer a aprovação unânime de todos os 27 Estados-membros”, declarou um porta-voz do órgão executivo da UE.
O porta-voz acrescentou que esse pedido será tratado durante a cúpula de líderes da próxima semana, que acontece em Bruxelas nos dias 21 e 22 de março, “dando prioridade à necessidade de garantir o funcionamento das instituições da UE e levando em consideração as razões e a duração de uma possível ampliação”.
Além disso, o funcionário da Comissão afirmou que o presidente do órgão, o luxemburguês Jean-Claude Juncker, está em contato “constante” com todos os chefes de Estado e de governo da União Europeia.
A Câmara dos Comuns do Reino Unido apoiou nesta quinta-feira – por 412 votos contra 202 – solicitar à União Europeia o adiamento da data de saída do Reino Unido do bloco, que está marcada para 29 de março.
Os deputados aprovaram uma moção governamental que diz que o governo solicitará uma prorrogação do prazo de negociação até 30 de junho se a Câmara aprovar um acordo do Brexit antes de 20 de março, na véspera do Conselho Europeu, e mais longa se não houver pacto.
No pedido do Reino Unido para o adiamento do Brexit, Londres deverá indicar os motivos pelos quais solicita essa prorrogação e, posteriormente, os líderes dos 27 Estados-membros devem concedê-la por unanimidade ou rejeitá-la.
Hoje mesmo, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, escreveu no Twitter que em suas consultas antes da cúpula europeia de 21 e 22 de março pedirá aos 27 “que estejam abertos a um adiamento longo se o Reino Unido achar necessário repensar sua estratégia do Brexit e construir um consenso sobre isso”.
*Com Agência EFE
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