Aplicamos mais de R$ 100 milhões em multas por queimadas ilegais, revela governador do Mato Grosso
Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, desta terça-feira (8), o governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, explicou a situação do estado diante de incêndios no Pantanal – uma perícia apontou que o fogo foi provocado por ação humana. ” Temos hoje uma tecnologia extremamente importante, as imagens do sistema Planet, que compramos, temos as imagens em tempo real do Mato Grosso. Com isso, detectamos onde e quando começam os incêndios. Com a qualidade das imagens, conseguimos ver se foi um acidente, às vezes de carro, um capotamento, já aconteceu. Temos casos com acidente em rede elétrica que começou também um grande incêndio. Mas também identificamos com máquinas, pessoas ou equipamento de forma inequívoca que houve intervenção humana. E aí o governo tem sido implacável em aplicar o que é previsto em lei e multar no valor que varia de mil a 7 mil reais por hectare de área danificada. Até o momento, já aplicamos mais de 100 milhões de reais em multas por queimadas ilegais. As vítimas desses casos também identificamos e não temos como responsabilizar o proprietário. Temos mais de 2500 homens no combate às chamas no estados para minimizar o impacto diante do momento em que estamos vivendo, de longa estiagem e umidade baixa.”
Segundo o governador, não é do interesse do produtor, especialmente no estado, que é recordista de produção em diversos setores do agronegócio, e criticou o que chamou de interferência internacional para mudar a narrativa sobre o combate ao desmatamento no Brasil. “Quando a gente fala de agro brasileiro, o Mato Grosso é o maior produtor de soja, milho, algodão, etanol de milho, carne e essa guerra internacional com nossos concorrentes fazem com que mal intencionados utilizem de mentiras e falsas verdades para prejudicar o nosso País. Mas as queimadas existem, em várias partes do planeta, como na Flórida (EUA), Austrália, e é lamentável que pessoas embarquem nesse discurso. O produtor, quando queima, tem prejuízo gigante. Nenhum tem interesse em queimar nada. É lamentável que façam de forma criminosa e o governo está apurando para identificar e aplicando o que determina a legislação brasileira. Não somos coniventes nem damos incentivos à queimada. Elas podem ser feitas em determinados períodos, não durante a seca e isto é combatido.”
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Mauro Mendes elogiou a atuação do Exército brasileiro contra o desmatamento na região, sob o comando do vice-presidente Hamilton Mourão: “Tem sido um grande parceiro”. Ele garantiu que “quem apostar na ilegalidade vai se dar mal”. “Não houve falta de recursos, tudo o que planejamos e iniciamos as operações, desde março, antes da pandemia, tivemos movimentos de combate ao desmatamento e queimadas ilegais. Se tivemos problemas, é porque o estado é gigantesco. Não é fácil acessar todas as regiões do pantanal. Governo Federal liberou recursos da Lava Jato e estão sendo aplicados, há mobilização adequada.”
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