Após prisão de opositor, Guaidó diz que Maduro pratica terrorismo de Estado
O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, disse que o ditador Nicolás Maduro pratica terrorismo de Estado. Guaidó afirmou que está em contato com a Organização dos Estados Americanos para que seja feita uma reunião para discutir a situação da Venezuela.
Um dos assuntos que o opositor quer tratar é a decisão da Assembleia Constituinte de revogar a imunidade parlamentar de deputados da Assembleia Nacional. O ato levou à prisão do vice-presidente da Assembleia e braço direito de Guaidó, o deputado Edgar Zambrano.
Juan Guaidó criticou a detenção e as ações do regime de Maduro e convocou novas manifestações para sábado (11): “se eles querem nos tirar das ruas, eles precisam saber que estaremos lá. E no sábado estaremos de volta às ruas às 10 horas da manhã em todos os estados da Venezuela”.
Diversas autoridades internacionais se pronunciaram contra a detenção de Zambrano.
O Grupo de Lima condenou a prisão do deputado e chamaram de ilegítima a decisão da Assembleia Constituinte de retirar a imunidade parlamentar dele e de outros integrantes da Assembleia Nacional.
O grupo reforçou que o único órgão capaz de retirar a imunidade é a própria Assembleia Nacional e que, portanto, a ação de prender o deputado viola os princípios democráticos reconhecidos pelo direito internacional.
Na mesma linha, a União Europeia pediu respeito aos direitos civis e à imunidade parlamentar e completou que utilizará instrumentos políticos contra decisões do regime de Maduro.
A Organização dos Estados Americanos também condenou o ato e pediu a soltura do vice-presidente da Assembleia Nacional.
O governo dos Estados Unidos classificou como arbitrária a detenção de Zambrano e se juntou às autoridades que pediram a liberação imediata do parlamentar. O país norte-americano ainda ameaçou sanções contra o governo da Venezuela.
Zambrano foi encurralado na noite de quarta-feira por agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência após sair da sede do partido Ação Democrática. Como ele se negou a sair do carro, os agentes guincharam o veículo até a prisão de Helicoide, local onde estão detidos outros presos políticos.
*Informações da repórter Nanny Cox
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