Augusto: ‘Funcionários públicos não formam uma casta à parte’
O comentarista Augusto Nunes, do programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, criticou a decisão do Senado de ter votado contra o veto do presidente Jair Bolsonaro, que proibia o reajuste salarial para todas as categorias do funcionalismo público até o fim de 2021. No início da noite, a Câmara reverteu, e foi a favor da manutenção do veto, o que significa que esses profissionais não poderão ter aumento dos salários. Para Augusto, “é preciso acabar com essa fronteira que existe entre os trabalhadores das empresas privadas, e os brasileiros que conseguem alguns privilégios”. “São dois países, e o Senado quis manter esse quadro. Como é velha a cabeça desses políticos que se apresentam como novos”, afirmou.
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Segundo ele, a intenção do Senado era “conseguir a simpatia dos servidores em ano eleitoral”. “Tá na hora de acabar com essa dicotomia. No serviço privado as empresas são obrigadas a fazer isso, agora o Senado decidiu que é melhor tirar um dinheiro que não existe para dar um aumento demagógico. Os funcionários públicos não formam uma casta à parte, mas são tratados mais favoravelmente quando vem a reforma da previdência, e depois na pandemia também querem receber privilégios negados aos outros trabalhadores”, disse Augusto.
Em votação nesta quinta-feira, 20, a Câmara dos Deputados decidiu, por 316 votos a favor, 165 contra e duas abstenções, manter o veto do presidente Jair Bolsonaro à possibilidade de reajuste salarial para todas as categorias do funcionalismo público até o fim de 2021. A proposta foi aprovada pelo Congresso dentro do pacote de socorro de R$ 125 bilhões aos estados e municípios, mas acabou barrada pelo Palácio do Planalto, que queria que a restrição fosse ampliada para todos os profissionais, incluindo funcionários da área da saúde e segurança pública. Inicialmente, o governo autorizou o reajuste de salários de funcionários da saúde e da segurança pública que trabalham na linha de frente do enfrentamento à Covid-19, dispositivo que foi vetado por Bolsonaro. O trecho derrubado também liberava a possibilidade de reajustes para algumas categorias de outras áreas, como profissionais de assistência social e de educação pública, desde que estivessem diretamente envolvidos no combate à pandemia.
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