Com Covid-19, Lula tosse em discurso virtual e defende políticas públicas para negros
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de um evento da Coalizão Negra por Direitos em São Paulo de maneira remota na última segunda-feira, 6. Com sintomas de Covid-19, tossiu algumas vezes e fez um discurso mais curto que o habitual. Lula e a esposa Rosângela da Silva, a Janja, foram diagnosticados com Covid-19 no último domingo, 5. O objetivo do movimento que promoveu o ato é impulsionar 100 candidaturas nas eleições de outubro de 2022. Aparecendo em um telão, Lula exaltou os programas dos governos petistas que beneficiaram a população negra, como a política de cotas nas universidades públicas.
“Eu fico muito feliz com a aprovação da lei das cotas, eu fico muito feliz com o REUNI, com o PROUNI, com o FIES, porque isso permitiu, e eu tenho ouvido pelo Brasil inteiro em todos os lugares que eu vou, as pessoas vem me abraçar e dizer, ‘Lula eu sou o primeiro da minha família, eu sou a primeira da minha família a ter um diploma universitário. Eu sou a primeira a passar num concurso’. E nós precisamos ter muita gente fazendo concurso no Ministério Público, no poder judiciário, nós queremos muitos negros e negras fazendo concurso do Banco do Brasil, na Caixa Econômica Federal, em todas as repartições públicas, porque o nosso país tem que ser resultado da nossa cor. E os negros e as negras do país não são minoria, são a maioria. Lamentavelmente, o povo foi reduzido a ser tratado como se fosse de segunda classe”, declarou Lula.
O ex-presidente atribuiu ao preconceito as críticas feitas às relações estabelecidas com países africanos durante os governos do Partido dos Trabalhadores. Negócios firmados com as nações da África chegaram a ser alvo de investigação por suspeita de favorecimento a políticos e empresários. “Eu tenho orgulho de ter visitado mais de 30 países, aberto embaixada em 19 países e 19 embaixadas aqui [no Brasil]. Por isso que eu tenho orgulho de ter levado uma fábrica de remédios antirretrovirais para universidades aberta para Moçambique, a Embrapa para Gana, porque o nosso sonho de pagar a nossa dívida não é com dinheiro, que a gente não tem, mas é com solidariedade e transferência de tecnologia”, finalizou.
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*Com informações do repórter Victor Hugo Salina
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