Constantino: Alta na aprovação de Bolsonaro explica o desespero de muita gente
A nova pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta sexta-feira (14) aponta que Jair Bolsonaro está com a melhor avaliação desde o começo do mandato. Atualmente, 37% dos brasileiros consideram o governo Bolsonaro ótimo ou bom. Na pesquisa anterior, feita em junho, esse índice era de 32%. A queda na rejeição do presidente foi mais acentuada ainda: caíram de 44% para 34% os brasileiros que o consideravam ruim ou péssimo neste período. Com a queda da rejeição e a alta na aprovação do governo, o comentarista Rodrigo Constantino, do 3 em 1, da Jovem Pan, afirmou que a situação “explica o desespero de muita gente por aí”.
Segundo ele, há o argumento de que “o povo nordestino é ignorante e faminto e vai votar em quem dá um trocado, mas há alternativa de enxergar outros fatos” como as obras do governo no Nordeste. “Muitos governos anteriores começavam obras no Nordeste por populismo, e não entregavam, esse governo entrega”, disse. Para Thaís Oyama, os novos números do Datafolha revelam que Bolsonaro “achou o mapa da mina” e os números positivos se dão “sobretudo, ao coronavoucher”. Na avaliação de Oyama, “tendo achado o mapa da mina, ele vai persistir nesse rumo até encontrar a mina, que é a reeleição”. “Ele ainda precisa fidelizar esse público até as eleições e, para isso, ele tem um conjunto de obras, BRs na Bahia, mas nada disso é do governo Bolsonaro. São obras paradas que eles retomaram e entregaram, e quem entrega, capitaliza”, disse.
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Já Josias de Souza, a alta na aprovação de Bolsonaro “fez duas vítimas. A primeira foi a agenda liberal de Guedes e a segunda vítima é o PT”. “Eleito graças ao antipetismo, Bolsonaro realiza uma incursão inédita pelo universo político do PT e invade as últimas cidadelas do petismo. Até onde a vista alcança, abstraindo as alucinações, a moderação no discurso de Bolsonaro agradou e, entre os mais pobres, pesou o bolso”, diz. No entanto, segundo ele, “o governo não tem caixa para manter o auxílio emergencial e o Renda Brasil se tornou incontornável. O ministro Paulo Guedes, como disse o Eduardo Bolsonaro, vai ter que arrumar um dinheirinho se quiser permanecer no governo. O que facilita o trabalho de Bolsonaro é que a oposição não tem nada a oferecer”.
Assista à íntegra do 3 em 1 desta sexta:
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