Constantino: Ninguém acredita que houve mudança genuína em Ciro Nogueira
O atraso em um voo do México para o Brasil deve adiar para esta terça-feira, 27, a chegada do senador Ciro Nogueira para ocupar um assento no Governo Federal. A ida do ex-crítico de Jair Bolsonaro, que também é presidente do Partido Progressistas (PP), membro do Centrão e um dos alvos da Operação Lava Jato, para a Casa Civil é parte de uma estratégia do presidente para uma tentativa de fortalecimento político. O comentarista do programa “3 em 1”, da Jovem Pan, Rodrigo Constantino, acredita que o país ficaria melhor se o atraso do senador não fosse de um dia, e sim de um ano. “Isso não é boa notícia. O presidente tentou dourar a pílula falando sobre as críticas do passado, que não eram bem críticas, ele foi acusado de fascista pelo Ciro Nogueira, até então, um Lulista, de que as pessoas mudam e de que ele mudou em muitas coisas. É verdade. As pessoas mudam, o presidente mudou — para melhor em algumas coisas — e todo mundo pode mudar. Mas ninguém acredita que houve um arrependimento sincero ou uma mudança genuína. O que a gente percebe e sabe no fundo é que esse Centrão é fisiologismo na veia. São interesses em relação a se perpetuar no poder, pegar nacos no governo e ponto final”, afirmou, considerando que o grupo muda de opinião como seres humanos mudam de roupa.
Constantino resgatou uma coluna que escreveu no ano de 2018 ressaltando que Bolsonaro não agradaria aos fanáticos para destacar que “é ingovernável o Brasil sem o Centrão, e esse era exatamente o teor da minha mensagem à época. Aqueles que eram mais jacobinos achavam que você poderia vencer a eleição com uma mensagem revolucionária contra tudo e todos e colocar um projeto desse em prática iam quebrar a cara”, afirmou. Ele disse, porém, que é triste para o Brasil se ver sempre refém “da mesma patota”. “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Não tem muito jeito, ainda mais com o presidente sendo colocado em escanteio, com vários pedidos e até super pedidos de impeachment. Ele é cada vez mais frágil em relação à essa dificuldade de governabilidade”, pontuou. Para ele, a política é o que é, e não o que gostaríamos que fosse, e o governo deve tomar uma postura mais pragmática para garantir maiores chances de avançar com pautas reformistas na economia.
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Confira o programa ‘3 em 1’ desta segunda-feira, 26, na íntegra:
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