Defesa de Michelle Bolsonaro quer acessar dados de envolvidos em ofensas na internet
As ofensas virtuais direcionadas a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, vão desde ataques racistas até insultos misóginos. Centenas de injúrias contra ela estão sendo investigadas pela Polícia Civil de São Paulo depois que ela veio pessoalmente ratificar a abertura de um inquérito no mês passado. Os ataques aconteceram como um linchamento virtual, por meio do Twitter e do Instagram, depois de uma reportagem publicada pela revista IstoÉ. Segundo a defesa de Michelle, a matéria insinuou um relacionamento amoroso dela com o ex-ministro Osmar Terra e estimulou os xingamentos.
No relatório elaborado pelos advogados, prints de tuítes e comentários de internautas sugerem ofensas racistas. É o caso de uma publicação de cunho sexual envolvendo o presidente Jair Bolsonaro, a Michelle e o deputado federal Hélio Lopes — conhecido como Hélio Negão. Outras mensagens xingam a primeira-dama de perua, safada e ironizam o fato dela se dizer evangélica e estar em um suposto caso extraconjugal. O pedido da primeira-dama busca identificar os responsáveis pelos perfis que participaram dos ataques contra ela. Para isso, a Polícia vai pedir ao Twitter e ao Instagram a liberação dos dados pessoais dos usuários.
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O advogado Daniel Biaslki, que defende a primeira-dama, afirma que Michelle só vai decidir quais medidas tomar quando tiver em mãos a lista de suspeitos. No mínimo, a primeira-dama deve pedir que os posts sejam apagados e que os autores das ofensas façam um pedido de desculpas na própria rede social. As acusações vão de “crimes contra a honra”, com penas previstas de 1 a 6 meses de reclusão e multa. A condenação ainda pode ser aumentada em um terço caso o juiz considere que as ofensas aconteceram em local público, como é o caso das redes sociais.
*Com informações do repórter Leonardo Martins
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