Diretor-geral da OMC: Dentro da OCDE, Brasil passa a ser parte de discussão de acordos internacionais
O diretor-geral da Organização Mundial de Comércio, Roberto Azevêdo, valorizou as discussões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o “clube dos países ricos”, após a decisão do Brasil aceitar trocar o status na OMC em troca do apoio dos Estados Unidos para sua entrada na OCDE.
“Muitas das negociações internacionais têm origem lá. Eles definem objetivos, limites e parâmetros e a partir daí levam seja para a OMC, para negociação bilateral. O Brasil dentro da OCDE passa a ser parte da discussão embrionária de vários acordos internacionais”, disse.
O Brasil abriu mão do Tratamento Especial Diferenciado, mas Roberto Azevêdo apostou em uma mudança radical nas relações comerciais: “os americanos estão dizendo que não dá mais para negociar, e mesmo assim ainda terem tratamento diferenciado. Eles querem transformar o sistema multilateral em outro tipo de sistema”.
O diretor-geral da OMC avaliou que sem tratamento especial na Organização Mundial do Comércio, o Brasil perde “poder de barganha”, mas ganha status de país desenvolvido, e hoje há países importantes como Coreia do Sul e México, que os Estados Unidos ressaltam que não dá mais para negociar com tratamento especial.
*Informações do repórter Marcelo Mattos
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