‘E se hackeassem os celulares dos ministros do STF?’, questiona Ana Paula
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski concedeu nesta segunda, 4, permissão à defesa do ex-presidente Lula para que use as mensagens hackeadas do celular do ex-procurador da Operação Lava-Jato, Deltan Dallagnol, em sua ação para pedido de indenização. Lula processa Dallagnol por danos morais devido a um PowerPoint apresentado pelo procurador durante a investigação, que coloca Lula como chefe e centro de um esquema de corrupção na Petrobras. Há duas semanas, o Superior Tribunal de Justiça determinou no dia 22 de março que Dallagnol indenize o político petista, mas a defesa de Lula pede um valor maior. A permissão de Lewandowski foi debatida no programa Os Pingos Nos Is, da Jovem Pan News, que avaliou a ilegalidade da ação devido às provas terem sido obtidas de forma ilegal.
“É importante a gente ressaltar nesse caso é que as mensagens não foram periciadas na sua totalidade, e alguns procuradores da força-tarefa da Operação Lava-Jato afirmaram que há mensagens editadas. Fica a questão: quais mensagens que serão usadas? Mensagens editadas, que não foram periciadas, que tem datas alteradas? Até hoje não ficou esclarecido a totalidade dessas mensagens o que de fato é verdadeiro, o que de fato houve nessa troca e qual foi a quantidade. E fica a pergunta também: se os telefones dos ministros [do STF] fossem hackeados, o que nós saberíamos desses telefones? Será que as mensagens dos ministros conversando com advogados de políticos que estão com processos e inquéritos exatamente no STF, será que essas mensagens seriam bem republicanas? Não estou querendo comparar o que aconteceu na Vaza-Jato com a possibilidade, mas a pergunta fica, será que essas mensagens seriam autorizadas pelos ministros a serem usadas? A pergunta, obviamente, é retórica”, analisou a comentarista Ana Paula Henkel, que também criticou a aceitação e o silêncio de Dallagnol e outras figuras da força-tarefa da Lava-Jato em aceitar decisões do Supremo, considerando que podem ter ajudado a levar a operação ao fim.
Confira a edição desta segunda, 4, do programa Os Pingos Nos Is
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