Em meio a protestos, Argentina ameaça novo calote ao FMI
Centenas de argentinos foram às ruas de Buenos Aires para protestar contra o Fundo Monetário Internacional (FMI). O fundo é credor de uma dívida de bilhões de dólares da Argentina, cuja primeira parcela, calculada em US$ 730 milhões de dólares, vence nesta sexta-feira, 28. O grupo fez uma marcha segurando pedindo que o governo rompa com FMI e não pague a dívida. Eles alegam que o pagamento desses valores tem sido responsável por medidas austeras que prejudicam a população. A manifestante Celeste Fiero defendeu que o dinheiro pra resolver problemas estruturais do país e melhorar os índices de pobreza do povo: “Sofremos com uma pobreza crescente”.
O governo de Alberto Fernández diz que pretende honrar com o compromisso, mas pede um acordo sustentável e prorrogação dos prazos. Ainda assim, o risco de um novo calote existe. Em coletiva de imprensa, a porta-voz do governo, Gabriela Cerrutti, diz que tudo depende de como irá caminhar a negociação. “O que vai acontecer nós saberemos nas próximas horas, porque vai depender de como vai avançar a negociação”, pontuou. O acordo atual prevê o pagamento de US$ 19 bilhões em 2022. O empréstimo de US$ 44 bilhões foi concedido em 2018 no governo de centro-direita de Mauricio Macri. A Argentina enfrenta problemas de inflação alta e pobreza, que afeta cerca de 40% da população.
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*Com informações da repórter Carolina Abelin
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