Em posse de Aras, Bolsonaro diz que MPF deve reparar erros para evitar sanções
O procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, defendeu a Operação Lava Jato e ressaltou a coragem dos colegas ao discursar em sua cerimônia oficial de posse, realizada nesta quarta-feira (2) na sede da PGR, em Brasília. Ele garantiu que está consciente da gravidade e da importância da função que assume, e disse ter aceitado o convite do presidente Jair Bolsonaro (PSL) na certeza de que não vai trair ou se render aos “sagrados deveres que precisará exercer pelo país”.
Segundo o chefe do Ministério Público Federal (MPF), é evidente que o órgão precisa ser “atuante, mas sempre com responsabilidade”. Ele fez questão de dizer que não há poder do estado que esteja imune a ação ministerial.
Aras afirmou que, ao assumir o cargo, recebeu um arsenal “poderoso e imbatível” que exigirá “equilíbrio e competência” para ser administrado. De acordo com o novo PGR, a prioridade da gestão dele será o enfrentamento à corrupção.
“A PGR vai continua com maior ênfase ao enfrentamento de todo o tipo de criminalidade, da macro ou da mínima, esteja em qualquer cultura ou organização pública ou privada. Este é o compromisso que assumimos”, declarou.
Diversas autoridades acompanharam a cerimônia de posse na sede da PGR: pelo menos quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mais de dez ministros de Estado, deputados, senadores, governadores e prefeitos fizeram questão de prestigiar Augusto Aras.
O Presidente da República também participou do evento. Bem humorado, Bolsonaro fez uma analogia ao dizer que, se governar fosse um jogo de xadrez, ele seria o rei, Aras a rainha, os presidentes da Câmara e do Senado as torres, e o ministro Dias Toffoli, do STF, o cavalo.
O chefe do executivo se disse honrado em estar na sede do MPF, que chamou de “instituição sagrada”, e pediu que os procuradores assumam eventuais erros à tempo de repará-los. “O apelo que eu faço apenas, a todos: é importante investigar, é importante fazer cumprir a lei, mas muitas vezes, se nós estivermos em um caminho não muito certo, nos procurem para que possamos corrigir. Corrigir é muito melhor do que uma possível sanção lá na frente”, garantiu.
Após a cerimônia de posse, houve o famoso beija-mão. Por mais de duas horas, o novo PGR recebeu cumprimentos e tirou fotos ao lado de familiares, autoridades, colegas e demais convidados. Esse tipo de situação é comum em Brasília quando há troca no comando de alguns órgãos, como tribunais superiores e autarquias.
É bom lembrar que compete ao procurador-geral da república processar autoridades com foro privilegiado, como é o caso de muitos que acompanharam a cerimônia de posse das primeiras fileiras.
*Com informações do repórter Antonio Maldonado
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