Fiocruz cria aplicativo para combater fake news sobre o coronavírus
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está alertando para as fake news sobre o coronavírus e, para combater a disseminação desses conteúdos falsos, anuncia a criação do aplicativo para denúncias, dúvidas e informações. Chamado de “Eu fiscalizo”, o sistema possibilita também os usuários a avaliar conteúdos noticiados.
A epidemia na China provoca alerta mundial, mas no Brasil não foi confirmado nenhum caso da doença. O diretor da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, Hermano Albuquerque de Castro, cita discriminação aos orientais.
“O Coronavírus tem uma questão que começa a aparecer, e a gente precisa combater com relação a fake news, a discriminação. Só para vocês terem uma ideia, já recebemos mais de um caso de pessoas que vão com quadro gripal e disseram ter vizinhos chineses. O Rio de Janeiro tem uma colônia chinesa grande, e o fato de ter a presença de um chinês, não significa que vai ter coronavírus. Isso começa e chega no serviço, chega exatamente assim”. Ele afirma que cabe à imprensa informar ao máximo a população sobre a doença./
Jean Gorinchteyn, médico infectologista do Emílio Ribas, concorda. Em entrevista ao Pânico, ele ressaltou a necessidade de verificar a qualidade das fontes consultadas. “A importância de trazer boas fontes, mesmo esse técnico, eu preciso sim, saber. Ele está em uma sociedade específica, por exemplo, estamos falando vírus. Dentro da sociedade de infectologia, [procurar] um hospital referência, isso é importante. Óbvio, nós tivemos essa semana alguém que se passou por médico, trazendo essas informações distorcidas.”
A pesquisadora da Fiocruz, Claudia Galhardi, responsável pelo aplicativo, diz que a tecnologia ajuda a diminuir o pânico. “A iniciativa desse aplicativo é não só fomentar a participação da sociedade, mas também que possamos implementar políticas públicas. Em relação a qualidade da programação televisiva, ás publicidades e suas infrações cometidas e, principalmente, hoje estamos vivendo um momento de disseminação de conteúdos falsos, principalmente causando pânico e impactos negativos na sociedade”. Galhardi acrescenta que qualquer notícia falsa disseminada nas redes pode ser enviada ao aplicativo “Eu fiscalizo”. Em relação à Fiocruz, a fundação vem ajudando a analisar casos suspeitos de coronavírus e a estudar mais a doença.
* Com informações da repórter Beatriz Manfredini.
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