Governo anuncia campanha de combate à violência contra crianças e adolescentes
O governo federal anunciou nesta segunda-feira, 17, um aplicativo para ajudar crianças e adolescentes a se protegerem contra violência físicas, psicológicas e sexuais. A previsão é que a ferramenta, disponível para computador e celular, comece a funcionar em julho. O objetivo da ação é criar um espaço seguro para o acesso a informações sobre direitos, garantir a aprendizagem sobre os diferentes tipos de violência e permitir a busca por ajuda pelo Disque 100, que registrou mais de seis mil denúncias apenas em 2021. Durante solenidade que marcou o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, defendeu a necessidade de medidas duras. Segundo ela, o desaparecimento de crianças precisa começar a ser investigado imediatamente. “Nenhuma criança agora vai desaparecer no Brasil e vamos esperar 48 horas para encontrar essa criança. Vai ser imediato, no máximo em meia hora. Todos os policiais do Brasil terão a foto e o nome dessa criança, vamos cercar tudo no brasil, mas nenhuma criança vai mais desaparecer e ficar desaparecida”, disse.
Para ministra, é preciso mandar um recado à sociedade brasileira. “Acabou, basta. Basta de violência contra a criança no brasil. Os números nos assustam. Os nossos telefones tocaram 2,5 milhões de vezes, o nosso Disque 100 e o nosso 180”, pontuou. No ano passado, as denúncias tiveram uma redução. A ministra explica, no entanto, que a situação não melhorou. A diferença é que as crianças não estavam na escola, local costumam relatar os casos de violência. Segundo dados do ministério, os abusos atingem crianças de todas as raças e faixas etárias. Na primeira infância, a violência acontece contra meninos e meninas. Com o crescimento, apenas as meninas continuam sendo as vítimas.
O presidente Jair Bolsonaro reforçou o discurso de Damares, defendendo uma punição rigorosa para quem praticar os abusos. “Realmente eu vi alguns poucos vídeos sobre abuso de crianças. Confesso que não quero ver mais, como parlamentar eu tinha mais liberdade para definir o que eu achava que deveria fazer essa pessoa. Como presidente, não vou dizer o que deveria ser feito com essa pessoa”, disse, afirmando que governos passados não davam atenção ao problema.
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*Com informações da repórter Luciana Verdolin
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