Mais de 1 milhão de cirurgias eletivas foram canceladas no SUS em 2020
Mais de 1 milhão de cirurgias eletivas do sistema público de saúde foram canceladas em 2020. É o que aponta um levantamento realizado pela Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde. De acordo com a pesquisa, considerando os setores público e privado, a queda média nos procedimentos cirúrgicos no ano passado foi de 59,8%. Em algumas regiões, como Norte e Nordeste, o recuo chegou a 90%. O diretor executivo da Abraidi, Bruno Bezerra, explica que os empresários do setor constataram queda de 50% do faturamento das empresas.
“Se você não tiver bem preparado, você quebra a empresa, a empresa quebra, não tem como escapar. A gente observou isso, tivemos ao longo de 2020 algumas desfiliações por quebra das empresas, a empresa falou: olha, eu estou fechando as atividades porque não tenho condições de operar. isso é ruim porque quem capilariza isso para a saúde, para o interior do Brasil, que leva isso para toda rede hospitalar que está espalhada em todo o país, nos 5570 municípios, é o distribuidor”, disse. A pesquisa revela que 44% dos empresários do setor esperam uma retomada das cirurgias eletivas no segundo semestre deste ano; outros 42% acreditam que a retomada virá somente em 2022.
Bruno Bezerra afirma que para os procedimentos voltarem a acontecer é necessário que haja vacinação e medidas de contenção da Covid-19. “Essa retomada das cirurgias eletivas vai se tornar um pouco mais consistente mais ou menos ao longo do segundo semestre, obviamente mais para o fim do ano, a medida que a vacinação avançar, se o nosso ministro conseguir ajudar e acelerar a disponibilidade de vacinas e a gente conseguir acelerar a vacinação da população isso ajuda, mas também precisamos pensar que não é só do lado de vacinação, temos que continuar o movimento de prevenção para evitar que a superlotação atinja os hospitais.” Ainda segundo o levantamento da Associação, 10% dos empresários acham que ainda há possibilidade de retorno das cirurgias eletivas no primeiro semestre deste ano e 2% consideram que somente em 2023. Os outros 2%, no entanto, acreditam que o mercado irá mudar e não voltará a ser como antes.
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*Com informações da repórter Beatriz Manfredini
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